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 The Biology of Evil - A Biologia do Mal

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alexdz
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Registrado em : 22/05/2010
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MensagemAssunto: The Biology of Evil - A Biologia do Mal   Ter Out 19, 2010 7:40 pm

Trago a vocês The Biology of Evil (A Biologia do Mal), um artigo escrito por Hieronymus e The Doctor para o site Project Umbrella tratando sobre como os vírus da série Resident Evil funcionariam se existissem no mundo real.

Esse artigo é um apanhado de, aparentemente, meses de pesquisas e teorias formadas quanto as origens, sintomas e caraterísticas dos vírus e infectados da série. A primeira e, por enquanto, única parte fala sobre o Progenitor e T-virus. Esse artigo é composto de opiniões, teorias e suposições e não é uma tentativa de impor uma verdade absoluta, você escolhe se quiser levar o que está escrito aqui como verdade ou não. O artigo é grande e usa de vários termos científicos e pode ser considerado até "chato" para alguns, então se não quiser não leia mas não faça comentários desnecessários.

No fim do artigo há um glossário com os termos destacados e numerados.

Uma série de artigos sobre a ciência por trás de Resident Evil.

Por Hieronymus e The Doctor

Tradução: Alexandre Diniz; "alexdz".

Para o Project Umbrella
www.projectumbrella.net

"Virologia do mundo real e Resident Evil não são amigos"
- El Bastardo

Para uma série de jogos sobre vírus e experimentos médicos, Resident Evil é bem fraco quanto às informações científicas reais. É algo bom também, porque quando a Capcom tenta ser mais técnica se torna bem óbvio que eles não reconheceriam ciência de verdade nem se mordesse eles na garganta.


Isso é o que a Capcom aparentemente acha que um vírus pareça. Na verdade é uma molécula chamada uroporfirina, cuja é encontrada em pequenas concentrações de urina. Fonte: Wesker's Report

Nós sabemos que Resident Evil é apenas ficção, e que os horrores biológicos da Umbrella e TriCell apenas existem para prover uma história e um conflito pelos quais os protagonistas devem passar. É óbvio que muito do que vemos nos jogos é impossível. Mas como homens de CIÊNCIA, sentimos que seja nosso dever e privilégio caçar as evidências - os files, os dialogos, o gameplay - para descobrirmos como esses vírus e monstros funcionariam se pudessem existir.

O relatório a seguir representa nossos esforços até o momento; até agora tratamos apenas sobre o Progenitor Virus e o T-virus, mas os outros vírus estão por vir. Não começamos a pesquisar sobre as B.O.W.s ou organismos mutantes, mas está planejado. Especulamos mais do que queríamos, mas sempre tentamos encaixar teorias às evidências e usamos de informações científicas reais o máximo possível. Definições científicas estão no fim de cada página e citações literárias estão disponíveis no fim do artigo.

Parte 1: Progenitor e T-virus

Para cada vírus vamos começar falando que evidências os jogos nos dão diretamente, nas formas de files e a aparição e comportamento dos infectados. Partindo disso, vamos tentar deduzir o que podemos sobre a real biologia por trás dos vírus. Vamos começar por onde tudo começou, em 1966: o Progenitor Virus.

Progenitor

Introdução

Começamos nossa pesquisa com o vírus que deu origem a todos os outros da série - o Progenitor Virus. Sua existência foi citada pela primeira vez em Code: Veronica, longe de uma real introdução na série; mas desde então, o Progenitor passou a rivalizar do T-virus na mitologia de Resident Evil.

Code: Veronica (e um EX File na versão para Nintendo 64 de Resident Evil 2) nos dizem pouco sobre o vírus em sí; apenas que ele foi descoberto por Spencer, Ashford e Marcus em algum ponto da história, e o T-virus veio dele.

Nós aprendemos mais em Resident Evil Zero. O file B.O.W. Report ajuda muito. O file nos diz que o Progenitor tem efeitos relacionados, mas distintos, em diferentes animais; organismos menos complexos tipicamente exibem extremo crescimento e mudanças na agressão, enquanto mamíferos parecem exibir crescimento muscular e na agressão, mas pouca mudança no tamanho deles em sí.

Imagem: http://lh5.ggpht.com/_wfCdpXjZvz8/S_8JveX4pOI/AAAAAAAAAFI/DAPeaxVmhxk/imagem2.jpeg
O mais perto de uma imagem de Progenitor Virus puro concentrado é esta imagem do vírus experimental de Wesker. Fonte: Umbrella Chronicles

Em Resident Evil 5 tudo é esclarecido. Não apenas descobrimos que os poderes de Wesker vêm de uma variante do Progenitor, mas também um pouco sobre a história do vírus. Resident Evil 5, mas do que qualquer jogo, é a chave para entender o Progenitor.

As informações que temos sobre o Progenitor - e a maioria dos vírus em Resident Evil - se encaixa em duas categorias: origens e sintomas. Já que um entendimento dos sintomas pode, nesse caso, ajudar a entender melhor a biologia do vírus, é aí que vamos começar.

Sabemos pelo Resident Evil Zero que o Progenitor Virus tem efeitos diferentes baseado na espécie do infectado, e sabemos pelo Resident Evil 5 que o vírus também tem efeitos diferentes basedo no indivíduo infectado. Começaremos discutindo os sintomas nos humanos, e então tentar extender o que sabemos para os outros organismos.

Morte

Nos humanos, a infecção do Progenitor pode ter dois resultados diferentes. Sabemos dos resultados do Projeto W e do File N°7 sobre a tribo Ndipaya que a maioria das pessoas infectadas pelo Progenitor, seja ingerindo a Sonnentreppe ou injeção direta, simplesmente morre. (Sabemos que o Wesker Virus é simplesmente chamado de "vírus experimental" no File N°12 sobre Albert Wesker, porém, nós acreditamos que ele vem do Progenitor, então vamos tentar aprender o que podemos de seus efeitos.) Nunca é explicado como essas pessoas morrem, mas vamos tentar adivinhar.

Depois de pesquisar sobre o Progenitor Virus, nós tentamos dissecar os mecanismos por trás do T-virus e seus efeitos. Nossas conclusões serão melhor explicadas posteriormente, mas sabemos que, basicamente, a diferença entre o T-virus e o Progenitor é que, enquanto ambos matam pessoas, o T-virus mantém o corpo andando. (Isso não é totalmente correto; não achamos que as vítimas do T-virus estejam realmente "mortas" no sentido médico, mas funciona por enquanto.) Portanto, o Progenitor provavelmente mata as pessoas da mesma forma que o T-virus - e nós acreditamos que o T-virus mate através de um superantígeno. Esse superantígeno causaria inflamações sistêmicas e subsequentemente necrose da pele e das camadas externas dos tecidos conectivos, levando à septicemia e choque, sem falar da perda de fluídos e exposição a todo tipo de infecções secundárias. Nossa teoria quanto esse mecanismo vai ter que esperar até quando discutirmos o T-virus.

Podemos notar que, pelo que sabemos, esse efeito letal apenas se aplica a humanos. O B.O.W. Report em Resident Evil Zero indica que não há problemas com letalidade em hospedeiros animais.

Assumindo, por enquanto, que nossa hipótese do superantígeno seja correta, podemos assumir que os indivíduos que podem sobreviver à infecção, como Wesker, o fazem eliminando, neutralizando, ou simplesmente não respondendo ao superantígeno. Superantígenos matam ao se ligarem à moléculas receptoras em células-T (célula que existe no mundo real, nenhuma relação com o T-virus), estimulando excecivamente essas células e finalmente causando resposta imunológica letal. Uma mutação nesses imunoreceptores pode impedir que o superantígeno estimule essas células em certos indivíduos, permitindo que sobrevivam à infecção.

É improvável que este fator seja responsável pelos 10% de humanos que sejam imúneis ao T-virus, citado no Wesker's Report II; caso contrário, poderíamos imaginar 10 mil cidadões de Raccoon City ganhando habilidades super-humanas. E ainda mais, apenas um indivíduo - Albert Wesker - sobreviveu das centenas de Crianças Wesker que foram infectadas com o vírus experimental baseado no Progenitor.

É igualmente improvável que o fator de sobrevivência ao Progenitor tenha algo a ver com a capacidade de um indivíduo de ser tornar um Tyrant. O Wesker's Report indica que apenas uma pessoas em 10 milhões tem as características genéticas corretas para se daptar ao T-virus dessa forma; o império Ndipaya provavelmente nunca cresceu o bastante para jogar 10 milhões de vidas fora em busca de um novo rei.

Força, velocidade e cura

O Progenitor é muito mais interessante quando mantém as pessoas vivas. Sabemos por meio de vários encontros com Albert Wesker que qual tenha sido o vírus administrado nele o deu super-força, velocidade, agilidade e poderes de se curar. É difícil saber se esse vírus causou esses efeitos porque é basedo no Progenitor, ou porque é uma variante experimental dele. Porém, o Chief Researcher Brandon's Journal N°1 sugere que a flor "Escadaria para o Sol" dá às pessoas que a injerem "incríveis habilidades." O File N°7 sobre a tribo Ndipaya indica os jovens teriam injerido a flor para poderem enfrentar os agentes da Umbrella violando suas ruínas. Esses files nos levam a crer que Wesker deve seus poderes ao Progenitor.

Podemos apenas especular a fonte de suas habilidades, mas a base de tudo é o metabolismo[1]. Wesker precisa de energia para correr mais rápido, socar mais rápido, desviar de balas e se curar de pequenas explosões e barras de aço na cara. Achamos que o Progenitor regula um número de hormônios, particularmente os hormonios da tiróide e hipotálamo, e provavelmente várias enzimas metabólicas intermediárias. Quais? Não sabemos, todas talvez. Honestamente, existem muitas, e as interações entre elas são bem complexas. Para aumentar o crescimento e metabolismo basal sem causar consequências patológicas, elas precisariam ser modificadas de alguma forma. Esses hormônios e enzimas também ajudariam a cura mais rápida.


Esse cano achou que fosse páreo para o Progenitor Virus. Achou errado. Fonte: Code: Veronica X

Porém, em humanos, uma parte comum de se curar envolve a formação de cicatrizes. Wesker é seriamente queimado no final de Code: Veronica X, mas cinco anos depois, em Umbrella Chronicles (e Resident Evil 4 e Resident Evil 5), ele está bem. Algo deve estar envolvido na sua falta de desfiguramento.

Talvez o Progenitor simplesmente reative genes dormentes da nossa antiga história biológica; o mesmo gene que permite os répteis produzirem novo tecido funcional ao invés de tecido de cicatriz em resposta ao ferimento. Biologia de desenvolvimento evolucionário e DNA lixo[2] sugerem que tais genes podem ainda estar intactos (ou com boa parte intacta) no nosso código genético, apesar de não terem sido usados por milhões de anos. Adicionando, se alguma enzima, talvez produzida pelo Progenitor e não apenas regulada por ele, degradasse tecido extracelular, essa enzima poderia reduzir uma quantidade de tecido de granulação[3] em cicatrizes, permitindo que seja substituído por tecido saudável.


Wesker sofreu sérias queimaduras em 1998. Em 2003, seu rosto não mostra traços de cicatrizes. Fontes: Code: Veronica X e Umbrella Chronicles

Quanto à super-força. No fim de Resident Evil 5, Wesker removeu sua camisa pela primeira vez na série (exceto por certas fanfics um tanto... equivocadas vagando pela internet). Nós, sendo homens de CIÊNCIA, notamos calmamente e desapaixonadamente que Wesker é malhado - mas apesar de uma forma fisica invejável, ele não parece tão forte quanto quando estava no S.T.A.R.S. Então, enquanto é fácil dizer que o Progenitor simplesmente aumenta a expressão de certos fatores de crescimentos, achamos que o Progenitor também crie uma variante mutante da cadeia de proteínas de miosina[4], uma que seja um pouco mais forte do que a produzida por humanos normais. Essa cadeia de miosina mais forte permitiria um acesso maior de energia durante a contração muscular e provavelmente daria aos músculos de Wesker maior força tensil quando contraídos. De alguma forma, esse gene da miosina deve existir no lugar da miosina normal, ao invés de junto. Talvez o gene original seja silenciado por um padrão de metilação alterado, deixando o novo gene tomar seu lugar.


Graças ao Progenitor Virus, Wesker tem uma ótima forma fisica, mas claramente não o ajudou a aumentar seus músculos como outros membros do S.T.A.R.S. Fonte: Resident Evil 5

Enquanto o Progenitor está modificando o tecido muscular de Wesker, ele pode estimular seu corpo a gradualmente aumentar a porcentagem de tecido muscular esquelético Tipo IIb[5], o ajudando a se mover mais rápido. Essa alteração realmente ocorre no mundo real por meio de exercícios e condicionamento físico, e acontece de ter sido responsável pelas habilidades de Bruce Lee.

Os reflexos de Wesker melhorariam se o Progenitor aumentasse o número de portões de ions nos Nódulos de Ranvier[6], que são localizações regularmente espaçadas e não-mielinizadas nos axiônios dos neurônios. Os Nódulos de Ranvier e os canais de íons lá localizados são críticos para passar potenciais ações. Um aumento nesses canais de íons pode permitir que a despolarização das membranas ocorra mais rápido, e assim ajudando seus nervos a conduzirem sinais mais rápido, mas estamos apenas especulando.

Audição e visão

O B.O.W. Report sugere que mamíferos infectados com o Progenitor desenvolvem audição melhorada. Os Lickers criados pelo T-virus são também descritos com boa audição. Essa melhoria pode vir como um resultado dos fatores de cura descritos acima, que podem promover o crescimento de novas células ciliadas[7] na cóclea do ouvido. O Progenitor também pode silenciar um gene chamado GJB2 e trocá-lo por uma variante mutante, como discutimos sobre a miosina acima. GJB2 codifica uma proteína chamada Cx26, um fator de crescimento que afeta tanto a audição como o crescimento de pele e cura.

O B.o.W. Report também descreve uma pequena diminuição na capacidade visual; nós não sabemos que fator possa causar isso, mas é importante notar que em Resident Evil 5, Wesker tem dificuldade em ver no escuro na batalha no avião. Essa degeneração ocular pode ser um efeito da mudança no equilibrio hormonal, que poderia levar na mudança na secreção do humor aquoso[8] e vítreo[9]. Essas mudanças alterariam a pressão dentro dos olhos de Wesker, e assim alterando a forma das lentes e deixando sua visão fora de foco (e assim reduzindo sua habilidade de entender detalhes em baixo contraste, como agentes da B.S.A.A se escondendo nas sombras). As habilidades de Wesker de perceber movimentos não seria realmente afetada, então ele ainda poderia desviar de balas e socar foguetes no ar. Ainda assim, ele ainda é um idiota por usar óculos escuros à noite. Talvez sejam óculos de grau.

Não fazemos idéia do por que o Progenitor Virus dê pupilas dilatadas ou por que muda a cor da íris.


Não sabemos. Fonte: Code: Veronica

Longevidade

Nós sabemos através do File N°7 que os reis Ndipaya, que eram escolhidos baseado na habilidade de sobreviverem ao Progenitor Virus, eram conhecidos por sua grande longevidade (pelo menos um rei foi capaz de viver 100 anos).

A enzima telomerase parece ser um fator provável. Nossos cromossomos tem partes nas suas pontas chamados telômeros[10]. Esse telômeros se degradam cada vez que nossas células se dividem, e quando eles se degradam demais, nossas células começam a falhar e temos sintomas como manchas no fígado e morte. Telomerase é uma enzima que deveria consertar esses telômeros, e nós temos um pouco dela - apenas o bastante para reduzir a taxa de degradação, mas não o bastante para prevení-la. Talvez indivíduos infectados com o Progenitor façam mais dela, previnindo a degeneração dos telômeros e envelhecimento natural das células.


Telômeros (em vermelho) são repetições de DNA protetoras que ficam menores a cada divisão celular. Quando eles desaparecem, o cromossomo se torna sucetível à danos irreversíveis.

Nossas células têm mecanismos naturais para impedir a formação de tumores, mas óbviamente, esses mecanismos não são perfeitos. É provável que o Progenitor melhore esses mecanismos de reparo de DNA, suprima os oncogenes[11] e melhore o processo oncolítico[12]. Algumas das proteínas do Progenitor podem ter capacidades antioxidantes. Antioxidantes reduzem a quantidade de espécies de oxigênio retionário (radicais[13]) no corpo; esses radicais podem danificar o DNA e causar a morte das células ou formação de tumores. Reduzindo sua presença o Progenitor pode eliminar a causa do envelhecimento.

Baseado em pesquisas atuais, nós suspeitamos que o Progenitor cause curta interferência de RNA[14] de um gene chamado Daf-2. Não sabemos exatamente qual a relação entre o Daf-2 e longevidade, mas o destruindo parece fazer vermes viverem mais.

Agressão

O B.o.W. Report em Resident Evil Zero indica que insetos e mamíferos infectados com o Progenitor se tornam mais agressivos, e anfíbios desenvolvem maior apetite (que pode ser a única forma de anfíbios mostrarem agressão pelo que sabemos). Pela lógica Albert Wesker e os reis Ndipaya também exibem maior agressão, apesar de ser difícil detecter aumento de agressão num megalomaniaco e num rei-guerreiro.

Esse aumento de agressão deve acontecer devido a menores níveis de Monoamine oxidase A[15]; baixos níveis de MAO-A são associados a comportamento violento em humanos. Por essa razão, o gene MAO-A é chamado de "gene guerreiro".


A imagem à esquerda mostra uma quantidade normal de atividade MAO-A. O cérebro à direita mostra atividade reduzida, e acontece da pessoa dona desse cérebro é meio que um imbecil. Fonte: Alia-Klein et al 2008.

Fertilidade e esteriliedade

Como mencionado antes, deveria haver muita pressão evolucionária para os Ndipaya evoluirem para uma tribo com maior resistência ao Progenitor Virus. Então por que não se tornaram?

O hipótese óbvia é que, com adição aos super poderes, o Progenitor cause infertilidade, que gostamos de ver como seu próprio tipo de super poder. Porém há um problema com essa hipótese, o B.O.W. Report de Resident Evil Zero nos diz que os macacos infectados com o vírus ser tornaram mais férteis.

Mas na verdade, de uma forma meio estranha, isso faz sentido. Já sugerimos que o Progenitor aumente o metabolismo e faz o hospedeiro produzir muitos hormônios. Esses fatores, especialmente os hormonios, podem resultar em maior ovulação[16] nas fêmeas - maior fertilidade. Essa maior ovulação pode explicar porque as Licker Beta em Resident Evil 5 desenvolveram a habilidade de se reproduzirem depois de serem infectadas com o Progenitor. O metabolismo aumentado, porém, aumenta a temperatura corpórea - o que não é problema para fêmeas e seus óvulos, mas um grande problema para a produção de espermatozóides nos machos (por isso nossos testículos são tão vulneráveis). Se a maioria dos monarcas Ndipaya foram homens (e a história das civilizações sugere que foram), eles não teriam tido filhos. O equilibrio assim ficaria preservado.


"Melhoria Masculina Natural"
O Progenitor Virus melhora sua performace, mas te faz estéril. Vai entender.

Crescimento animal exagerado

As boas notícias são que tudo que discutimos sobre o Progenitor em Wesker e nos Ndipaya (exceto a taxa de fatalidade) também se aplica a outros animais, pelo menos de acordo com o B.O.W. Report em Resident Evil Zero. As más notícias são que os efeitos são totalmente diferentes em insetos.

Sugerimos antes que o Progenitor cause aumento na produção hormonal em seus hospedeiros. Em artrópodes, um dos hormônios afetados pode ser o hormônio Protoracicotropico[17]. Quanto mais desse hormônio se produz, mais o inseto troca de exoesqueleto. Quanto mais ele troca, mas ele cresce. Então, esse é um bom lugar para começar. Nós também dissemos que o Progenitor Virus estimula a produção de outros hormônios de crescimento também.

Nós encontramos vários insetos mutantes em Resident Evil Zero, Stinger, Centurion e Plague Crawlers. Infelizmente, nenhum desses são produtos do Progenitor Virus - Resident Evil Archives indica que eles são criados pelo T-virus. Sendo assim, não sabemos o quão grandes insetos podem ficar quando infectados pelo Progenitor Virus. Nós vemos alguns insetos chegarem a tamanhos incomuns mas críveis como resultado a infecção do T-virus, como as vespas em Resident Evil e Remake, e as baratas em Resident Evil 2. Dados os limites conhecidos para o tamanho de insetos de verdade, talvez esse seja um bom padrão para insetos infectados com o Progenitor Virus.

De acordo com Resident Evil Archives, Lurkers são produtos do T-virus, e não o Progenitor, como o B.O.W. Report segure. Seu crescimento será discutido quando falarmos sobre o T-virus.

Sonnentreppe

Discutimos os efeitos do Progenitor em animais e queremos agora discutir seus efeitos em plantas. Isso é meio que um mistério, já que o Brandon Bailey's Journal N°1 em Resident Evil 5 nos diz que o Progenitor não pode ser encontrado em plantas que crescem foram do Jardim do Sol nas ruínas Ndpaya.

Há duas possíveis razões para a falha de Bailey em isolar o Progenitor. A primeira tem relação com infecções virais latentes[18]: o genoma viral pode estar nas células do hospedeiro, mas o vírus é quiescente (dormente, silencioso, em repouso) - isso quer dizer que não está sendo produzido novo vírus. O HIV é conhecido por ter esta característica. Parece que Bailey suspeitou disso, porque ele e seu time tentaram cultivar a Sonnentreppe em diferentes tipos de solo e variações de luz, e ele tentou variações de todo tipo de condições que ele podia imaginar para tentar fazer o vírus se expressar. Sua falha, combinada com o fato de toda Sonnentreppe no Jardim do Sol expressar o Progenitor, sugere para nós outra possibilidade - quado Bailey tentou cultivar a Sonnentreppe for do Jardim do Sol, a planta não continha o vírus.


Notem a aparência sem cor das flores. Isso é comum em plantas infectadas com um vírus. Nessa caso, isso está isolado à flor; o tronco está saudável. Fonte: Resident Evil 5

Suspeitamos que as sementes de Sonnentreppe, mesmo quando produzidas por plantas infectadas, não contenham o vírus. Se a Umbrella tivesse algum botânico trabalhando para eles, eles tentariam outra tática - cultivar a Sonnentreppe através de mudas. Se a Umbrella tentasse essa técnica e ainda falhasse em extrair o Progenitor das plantas, então o vírus deve estar em outra parte da planta, como na flor.

Mas como o vírus passa de planta para planta? Muitos vírus de plantas são transmitidos por insetos, e nós vemos insetos voando pelas flores. Pode ser que o Progenitor simplesmente seja transmitido por insetos.

Porém, um inseto como vetor gera vários problemas. Primeiro de tudo, um inseto pode espalhar o vírus para além do Jardim do Sol, possivelmente infectando outras espécies de plantas. Resident Evil 5 nos dá a impressão que o Progenitor seja isolado ao Jardim do Sol. Também sabemos que o Progenitor é capaz de infectar insetos, e não encontramos nenhum inseto gigante nas ruínas Ndipaya (exceto pelos Bui Kichwa, mas não contam). Sendo assim, se os insetos transmitem o vírus se alimentando das plantas (como a maioria dos vírus transmitidos por insetos em plantas é transmitido), os insetos estariam se alimentando e infectando o tronco da planta - a fonte mais provavel pela qual um botânico tentaria cultivar uma planta pela muda.


Olhando com muidado, se pode observar essa mosca voando pelo Jardim do Sol. Seu zumbido abafado orde ser ouvido na cena. Fonte: Resident Evil 5

Com isso em mente, propusemos outra teoria, que acontece de ser bem complicada.

Nós acreditamos que o Progenitor seja transmitido de planta para planta por meio de partículas de pólen infectadas. Alguns vírus de plantas, como o vírus do arbusto anão de framboesa, são transmitidos pelo pólen; Wesker especula sobre o T-virus se espalhando pelo pólen de plantas infectadas no Wesker's Report II. Porém, é difícil que o pólen seja carregado por correntes de ar numa caverna subterrânea. Nesse modelo, então uma planta infectada produz o pólen, cujo é transmitido por insetos. Uma certa porcentagem de grãos de pólen não é infectada; quando esses grãos são depositados numa nova flor, eles fazem com que a flor produza sementes, que não contêm o vírus. Outros grãos de pólen são infectados; quando eles caem no stigma[19] de uma flor, eles produzem tubos polínicos[20] (como qualquer pólen normal faria), mas a célula que os gera faz o processo de lise[21 antes deles chegarem ao ovário. Os tubos polínicos permitem infecção citoplasmática direta de outros tecidos na flor, e o vírus se propaga de célula para célula através de canais chamados plasmodesmos[22], como preferrência infectando uma estrutura chamada androceu[23], onde novo pólen é gerado.

Já que os insetos nunca injerem o vírus, eles não se tornam gigantes. Podemos também especular que, como borboletas monarcas que se alimentam de Asclepias (espécie de planta), esses insetos evoluíram para uma relação bem especifica com a Sonnentreppe. Se esses insetos não podem se alimentar do nectar de nada que viva fora das ruínas Ndipaya, eles têm pouca chance de espalhar o Progenitor no mundo exterior.

Como um lembrete, esse modelo de infecção propôe que apenas a flor da planta seja infectada. Já que flores têm um simbolismo em várias culturas, é bem provável que as flores sejam a principal ou única parte da Sonnentreppe usada nos rituais dos Ndpaya.

Evolução

O Progenitor é um dos raros vírus que infecta plnatas e animais - na verdade, é o único vírus que pudemos encontrar que infecta plantas e humanos. Esse tipo de alcance de infecção não simplesmente acontece; ele tem que evoluir através de contato prolongado, e infecção recíproca e repetida, entre os dois hospedeiros. Não temos nenhuma evidência do cenário à seguir, mas parece plausível para nós:

Milhares de anos atrás, a tribo Ndipaya se mudou para um sistema de cavernas próximo à costa do oeste africano. Dentro dessa caverna, eles encontraram uma câmara um tanto quanto incomum, onde a luz solar brilhava através de um buraco e flores cresciam no subterrâneo. Eles chamaram esse lugar especial de "Escadaria para o Sol." Igualando o Sol à vida pós-morte, eles enterravam seus chefes tribais lá. Como parte de uma espécie de adoração aos seus ancestrais, eles também consumiam as flores que cresciam nos túmulos de seus chefes tribais. Nesses ponto, consumo da Sonnentreppe não pode ser fatal, ou eles teriam parado de comê-la imeditamente e nunca teriam descoberto seus efeitos benéficos em um pequeno grupo de pessoas.


A reverência dada a essas flores pode ter levado ao Progenitor a se adaptar aos humanos. Fonte: Resident Evil 5

As flores, que um dia seriam conhecidas como Sonnentreppe, estavam infectadas com um retrovírus de plantas - talvez o único ainda existente na natureza. Com o passar do tempo, o vírus se adaptou a ponto de se replicar em hospedeiros humanos. Alguns desses humanos então eram enterrados no Jardim do Sol, e o vírus era filtrado de volta para as plantas pelas raízes. Pelo curso de milhares de anos, esse ciclo se repetiu de novo e de novo. É importante notar que esse mecânismo de infecção resultaria na planta inteira se tornando infectada, não apenas a flor. Porém, esse é um modo de infecção artificial, secundário, e (mais importante) raro.

Em algum ponto, o retrovírus incorporou material genético dos seus hospedeiros humanos que injeriam a Sonnentreppe. Esse tipo de coisa realmente acontece com vírus, e pode até mesmo ser um mecânismo evolucionário importante. O material genético recebido pelo retrovírus da planta poderia incluir codificação genética de certos fatores de regulação metabólica, de enzimas e de crescimento. O vírus também se recombinaria com um retrovírus endógeno escondido no genoma humano e há muito tempo dormente. Tais retrovírus endógenos são comuns no código genético de quase todo ser vivo. Esses vírus infectam organismos e combinam seus genomas com os do hospedeiro, e seu código genético é passado para frente como se fosse mais um grupo de genes. Por razões que diremos mais tarde, acreditamos que esse retrovírus fosse especifico para humanos, como o vírus da varíola e alguns outros; e assim contendo um superantígeno[24] com uma afinidade bem estrita a imunoreceptores humanos. Esse superantígeno seria a causa da nova letalidade do vírus.

Esse novo vírus voltava para a população de Sonnentreppes pelo enterro dos mortos. Apartir daí, as pessoas que comiam a Sonnentreppe começaram a morrer. Com com o número de vítimas do Progenitor aumentando no Jardim do Sol, o vírus se propagou rapidamente, levando o vírus original à extinção. Mas nem todos morriam - devido à imunidade natural, talvez uma mutação no superantígeno receptor, alguns indivíduos ganharam a força dos heróis de lendas antigas. Naturalmente, essas pessoas tendiam a se tornarem líderes tribais devido sua coragem e proezas no campo de batalha, ou na caça, ou alguma outra coisa. Porém, eles eram incapazes de terem filhos e tinham que escolher seus sucessores procurando pela população. Pelos anos, a prática de se alimentar da flor se transformou de uma forma de adoração dos ancestrais para um teste para se escolher o novo rei Ndipaya. Os Ndipaya, liderados pelo mais perto que a humanidade chegou de um deus-rei, criou um grande império ao redor de sua cidade caverna, com o Jardim do Sol no coração de tudo. Os deuses-reis eram então enterrados num espaço atrás da Sala dos Monarcas.

Milhares de anos depois, um homem chamado Henry Travis se aproximaria dos Ndipaya, registrando seus rituais, mitos e lendas. Centenas de anos depois, um homem chamado Ozwell Spencer leria sobre a tribo e sua flor sagrada, e começaria a ter idéias - e ilusões de grandeza.

Retrovírus

Falamos muito sobre o que o Progenitor faz; agora queremos discutir o que o Progenitor é. Nossos amigos no Project Umbrella têm uma página muito informativa que descreve o Progenitor como um retrovírus. Retrovírus são únicos por dois motivos: primeiro, eles são capazes de fazer "transcrição-reversa" de seu material genético, onde eles armazenam o seu RNA, e o transforma em DNA dentro de uma célula hospedeira. Segundo, eles podem integrar esse DNA no DNA da célula hospedeira, se tornando uma parte permanente da célula, ao invés de deixarem seu material genético flutuando no citoplasma.

Essas características, especialmente a integração com o DNA, fazem da classificação de retrovírus como uma boa escolha para o grupo o qual o Progenitor pertence. Vários files na série parecem apoiar essa teoria: o Wesker's Report II descreve o "Vírus Fundador" (Progenitor) como um vírus RNA capaz de modificar genes; o file Brandon's Journal N°1 em Resident Evil 5 diz que James Marcus levantou a hipótese de um vírus que poderia alterar o DNA; o File N°1 de History of Resident Evil diz que o Progenitor pode "reconstituir" o DNA de um ser vivo.

O Wesker's Report II também nota que vírus RNA são bastantes sucetíveis à mutações, o que explicaria as transformações fisiológicas que vemos em organismos como os G-Types e a "arma mais poderosa" da Umbrella, TALOS. Retrovírus são sucetíveis à mutações devido fidelidade com o complexo de transcriptase reversa[25].


A imagem de cima pode ser a única imagem microscópia do T-virus (no qual o Progenitor é baseado). Os objetos de aspecto apagado no fundo da imagem sugerem que sejam provavelmente manchas de basófilos ou algo parecido, o que significaria que a imagem não tem nada a ver com vírus; mas se assumir que realmente é um vírus, como a Capcom quis que fosse, as manchas negras poderiam ser um retrovírus (ou qualquer outro tipo de vírus isocaedral). Fonte: Resident Evil 2

Então chegamos à conclusão de que o Progenitor é um retrovírus, por essas razões e outras. Primeiro, porém, não estávamos convencidos. Todos os vírus são capazes de inserir seu material genético numa célula hospedeira, assim alterando seu conteúdo genético, mesmo se o conteúdo cromossômico da célula não for alterado. Poderia ser possível que um outro vírus inserisse seu material genético o que pode ter efeitos incomuns, sem esse material dentro do núcleo e se tornando parte do código genético. Além disso, descobrimos que não há nenhum retrovírus de plantas conhecido.

Nós investigamos um certo número de vírus, incluíndo rhabdovírus e toposvírus, ambos podendo infectar plantas e insetos. Os rhabdovírus incluem o vírus da raiva, que tem óbvias semelhanças com o T-virus. Mas no fim, retornamos aos retrovírus. Enquanto não há retrovírus de plantas conhecidos, há evidências na forma de retrotransposões e outros retroelementos que apontam para a existência de retrovírus em plantas de recente história biológica. Mais importante ainda, o B.O.W. Report em Resident Evil Zero descreve efeitos do Progenitor Virus sendo passado de uma geração para outra. Esse traço pode apenas ser herdado se o vírus tiver integrado seu material genético no genoma do hospedeiro, como um retrovírus faria.

Wesker não aparenta experimentar danificação de tecido devido à infecção do Progenitor. Logo, o Progenitor provavelmente se replique por exocitose[26]. Na exocitose, as particulas do vírus maduro são envolvidas por vesiculas que se unem à membrana da célula, expelindo o vírus no espaço intracelular sem danificar a membrana celular. Esse mecanismo deixa a célula hospedeira viva, ao invés de destruí-la no clássico ciclo lítico[27]. Outra forma de exocitose, brotamento, envolve o vírus levando um pedaço da membrana da célula, dando ao Progenitor um envolope viral[28]. Brotamento é comum em retrovírus que produzem infecções latentes. Porém, se o vírus se replicar muito rápido, o brotamento pode desgastar a membrana celular, mantando a célula hospedeira.

Infecção

O Progenitor pode infectar várias especies, de plantas à insetos à humanos. Infecção de plantas não é um problema, já que o vírus normalmente entra no citoplasma das células da planta diretamente. Porém, para infectar células animais, o vírus deve primeiro se unir a proteínas receptoras[29] na superficie da célula. Para criar as mudanças drásticas que vemos na maioria dos hospedeiros do Progenitor, o vírus teria que infectar praticamente todas as célular no corpo do hospedeiro.

Esses fatos nos dão três requisitos para qual receptor da célula hospedeira o Progenitor deve se anexar: deve estar localizado na superfície da célula; deve estar presente em praticamente todas as espécies de animais; e deve estar presente em quase todas as células do corpo. Sendo assim acreditamos que o Progenitor responda à superfamília da caderina[30] das proteínas transmembranais.

Caderinas são proteínas ligadas às membranas de quase todas as célular no corpo, e estão presentes tem tudo, de humanos à insetos à plantas à fungos. Basicamente, essas proteínas ajudam a ligar uma célula a outra.


Caderinas são proteínas ligadas à membrana que ajudam a manter as células juntas. Vírus podem usar proteínas na superfície como essa para se ligarem e entrarem nas células.

Infelizmente, apesar das caderinas estarem presentes em todas as células de todos os organismos, elas vêm em inúmeras variações. Caderinas numa vespa serão diferentes das em um corpo humano (e ainda há diferenças entre caderinas em células do cérebro e do fígado, por exemplo). Já que o Progenitor pode infectar tantos organismos diferentes e suas células diferentes, temos que pressupor duas coisas: o Progenitor é versátil e vai se aderir a qualquer proteína que se parece com caderina; ou várias variações do Progenitor foram criadas.

Originalmente favorecemos a segunda teoria. Wesker's Report II indica que muitas variações do T-virus foram feitas, continuamente sendo modificado para aumentar a letalidade do vírus e criar B.O.W.s. Suspeitamos que o mesmo possa ser verdade com o Progenitor, e uma dessas variações poderia ser feita para infectar organismos diferentes. Resident Evil 5 também sugere que outras variantes do Progenitor foram criadas; File N°2 sobre Albert Wesker especifica que Wesker foi infectado com um vírus experimental que acreditamos que seja uma variação do Progenitor. Se o Progenitor era difícil de se produzir fora do centro de pesquisas africano da Umbrella, então seria muito difícil para Marcus criar essas variantes; porém, é provavel que essas variantes fossem feitas no centro de pesquisas africano. O Brandon's Journal N°2 chama o centro de pesquisas africano de "linha de frente nas nossas pesquisas no Progenitor Virus" e seu diário final expressa aborrecimento quanto aos avanços nas pesquisas em seu laboratório desde a morte de Marcus.

Por outro lado, uma única variante de Progenitor com uma afinidade enorme para moléculas de caderina permitiria uma infecção mais fácil de todas as células do corpo de um organismo. A resposta completa pode envolver mais de uma variante do Progenitor, mas nós chegamos à conclusão que, em se tratando de caderinas, todas as variantes de Progenitor têm afinidade.

A Família Trevor

Faltam poucas coisas a serem discutidas - por exemplo, as variantes e derivados do Progenitor Virus.

No remake de Resident Evil, um file, o Family Pictures and Notes, descreve dois dos primeiros experimentos com o Progenitor no qual foram adminitradas duas variantes nas mulheres da família Trevor - Tipo A e Tipo B. O file chega a descrever - usando o real, mas não-aplicável termo plásmólise[31 - como apenas o Tipo B resulta em "fusão viral." Se o Progenitor tem um envelope viral, ele seria capaz de fusão viral, na qual o seu envelope se funde com a membrana celular, inserindo o vírus na célula; e mais importante ainda, como um retrovírus, ele seria capaz de fusão genética, e de fato esse traço é uma das razões de ele ser tão importante para Ozwell Spencer. Mas por que apenas uma das variantes seria capaz de fusão, por que não matou Lisa Trevor?


Os efeitos de plasmólize de acordo com a Capcom e a realidade. Fonte: Resident Evil Remake

A primeira possibilidade é a mais simples, mas se baseia apenas em chance ao ponto de ser ridículo. Pode ser que Lisa Trevor simplesmente possuísse as qualidades genéticas necessárias para sobreviver à infecção do Progenitor, e sua mãe Jessica não. É totalmente possível que ela tivesse essa capacidade, mesmo se seus pais não tivessem. Graças às complexidades da herança genética, alguns traços, como cor dos olhos, não dependem de apenas um gene, mas na interação entre vários. O traço genético que permite que alguns indivíduos sobrevivam à infecção do Progenitor pode ser um exemplo desse tipo de herança genética. Porém, essa explicação ignora o fato de duas versões diferentes do Progenitor serem mencionadas.

Podemos especular que, na pesquisa do Progenitor, a Umbrella decidiu que a alta taxa de fatalidade em humanos era um problema. Ozwell Spencer mais tarde veio a se basear na tendência à seleção genética do Progenitor no Projeto W, mas para se entender as propriedades do vírus, é necessário que a maioria dos experimentos sobreviva por um curto tempo. Os pesquisadores da Umbrella podem ter tentado modificar o Progenitor numa tentativa de remover o fator letal do vírus. Lisa Trevor recebeu uma versão funcional e não-letal. Sua mãe recebeu uma versão não-letal e não-funcional(a hipótese mais provável se o vírus não pode se fundir com suas células), ou uma versão totalmente funcional e letal (o que impede a fusão viral matando o hospedeiro antes da fusão). Alguns podem entender que o Family Pictures and Notes implique que o Progenitor Tipo B de Lisa Trevor se tornou a base do T-virus; porém, baseado no entendimento dos fatores letais do T-virus e do Progenitor, nós imaginamos que o Progenitor Tipo B nunca foi mais usado.

O Vírus Wesker

Nós sugerimos através desse artigo que o vírus com que Albert Wesker se injetou é o mesmo que, ou muito similar, o Progenitor Virus. Assumimos isso porque o Progenitor é conhecido através de vários files de causar mudanças fisiológicas em humanos, e essas mudanças sendo o melhoramento físico de quem sobrevive à infecção. Também sabemos que Spencer viu o Progenitor Virus como a chave para o Projeto W (ou o Plano Wesker; Resident Evil 5 não é consistente quanto ao título). Então, enquanto o File N°12 sobre Albert Wesker chama o vírus de "experimental", nós temos quase certeza de que seja similar ao Progenitor.

Porém, o vírus também é descrito em Umbrella Chronicles. No Virus Memo, William Birkin diz que o vírus foi "criado para conquistar a morte." Quando animais são injectados com o vírus antes de um ferimento sério, eles supostamente tem 90% de chances de recuperação completa, e 70% de chances de melhoria cardiovascular e muscular. Essas estatisticas contradizem não apenas o que nós sabemos sobre o Progenitor Virus (que mata a maioria dos indivíduos que são infectados), mas também o que sabemos sobre o vírus dado às Crianças Wesker (cujas maioria morreram).

Pensamos em várias teorias para tentar explicar essa divergência. A teoria mais simples é a de que William Birkin estava simplesmente mentindo sobre essas estatísticas. Baseado nessa teoria, Ozwell Spencer deu a Birkin o vírus e ordenou que arrumasse um jeito de Albert Wesker tomá-lo. Birkin, temendo que Spencer cancelasse o seu projeto com o G-virus, traiu Wesker e lhe deu o vírus dizendo que lhe permitiria falsificar sua morte. Foi pura sorte que Wesker tinha o código genético que o permitia sobreviver à infecção pelo Progenitor e o vírus funcionou como dito.

É uma teoria plausível, mas como homens de CIÊNCIA, não gostamos de jogar estatísticas e informações fora. Nós começamos a procurar por outros meios de como integrar o Virus Memo ao nosso conhecimento sobre o Progenitor.

Num segundo cenário, William Birkin está descrevendo um segundo vírus criado por ele - um vírus auxiliar-dependente[32] sem o material genético para se replicar, cujo Birkin deu junto com o vírus que Spencer lhe entregou. Esse vírus conteria modificações genéticas necessárias para que Wesker sobrevivesse à infecção do vírus experimental, e usaria o vírus experimental para se replicar. O problema com essa teoria é que ele introduz um vírus totalmente novo nunca mencionado em nenhum dos jogos.

Nosso terceiro cenário simplifica o segundo. Supomos que, depois que Spencer deu a Birkin uma amostra do vírus experimental, Birkin trabalhou nele por conta própria. Sendo o gênio que era, ele modificou o vírus, removendo as características letais e talvez adicionando algumas novas, que aumentariam as chances de wesker sobreviver. Que amigo leal...

Infelizmente, decidimos que Birkin provavelmente não teria saído ileso com isso. Esse tipo de trabalho levaria dias ou semanas (ou meses ou anos na vida real), e sabemos que a Umbrella tem uma rede interna de espiões. Essa rede, Monitor, provavelmente perceberia que Birkin estava alterando o vírus de Spencer.

Consideramos o próximo e último cenário o mais pláusivel. Ozwell Spencer deu uma amostra do Progenitor Virus para William Birkin "dos estoques de mutações," mas não disse nada para Birkin. Birkin fez alguns testes, injectou pequenas quantidades do vírus em ratos, e descobriu que a maioria deles sobreviveu e mostrou grande melhoria física. Esse tipo de trabalho poderia ser feito num fim de semana, ou talvez numa tarde, e poderia ser feito por uma única pessoa, permitindo que Birkin evitasse o Monitor. Birkin teria passado essas estatísticas para Wesker e lhe dado uma amostra do vírus.

Birkin disse que o vírus não havia sido testado em humanos. O que ele não sabia é que esse vírus experimental, como o Progenitor Virus, pode ser inofensivo para ratos, mas os vírus são normalmente letais para os humanos, devido ao fator de especificidade do superantígeno letal. Logo, tudo no Virus Memo é correto, mas com informações incompletas.

É importante notar que Birkin especifica que o vírus tem maior efeito quando a pessoa é infectada mais ou menos cinco minutos antes de sua morte. Isso indicaria que os hormônios liberados como um resultado do estresse e dano aumente dramaticamente a expressão dos genes do Progenitor, ou pelo menos ajude o corpo a iniciar a expressão deles pela primeira vez. Isso não é muito mencionado nos jogos quando relacionado ao Progenitor, mas veremos isso de novo quando descrevermos o T-virus.

Mais uma nota sobre o Wesker Virus. No file Wesker's Notes on Differing Mutations no Umbrella Chronicles, Wesker considera a forma de como Sergei Vladimir se transformou depois de se injetar com "o vírus" e especula que os efeitos desse vírus podem estar ligados ao estado mental do hospedeiro. Não temos como saber com que vírus Sergei de injetou (apesar de termos algumas teorias sobre quais falaremos mais tarde), mas Wesker pensa no que pode acontecer com ele se o vírus realmente reflita o estado mental do hospedeiro.

Há casos em que o estado mental de um hospedeiro possa afetar condições fisiológicas como inflamações e o estado de saúde como um todo. O efeito placebo é um ótimo exemplo; estudos recentes sugerem que esses efeitos podem ser tanto biológicos como psicológicos. Porém, o próprio Wesker adimite não ter evidências para essa teoria, e dada a enorme diferença entre sua mutação e a da Sergei, nós achamos que sua teoria seja falha. Wesker se baseia apenas na sua intuição, mas sua intuição não o salvou de ser jogado num vulcão.

P30

Resident Evil 5 introduz dois derivados do Progenitor Virus: P30 e PG67A/W.

P30 é um "químico auxiliar" descoberto por Wesker durante sua pesquisa com o Progenitor Virus; ele usou a substância para controlar Jill Valentine. Ele tem dois efeitos: ele dá a pessoa velocidade, força e agilidade quase superhumanos; e o deixa altamente sucetível a sugestão. O único defeito é que o corpo do hospedeiro metaboliza o químico muito rápido, então seu efeito dura por pouco tempo ao menos que seja administrado continuamente.

Esses primeiros efeitos - velocidade, força e agilidade - parecem muito familiares depois da discussão sobre o Progenitor Virus acima. Suspeitamos que o P30 seja uma versão modificada de um químico ou proteína sistetizado pelo Progenitor Virus em um hospedeiro. Esse químico pode ser uma das várias substâncias que altera o equilíbrio hormonal no hospedeiro, aumentando seu metabolismo. Como alguns hormônios tróficos, essa substância poderia afetar a produção de uma grande variedade de hormônios, aumentando a quantidade de uns e diminuindo a de outras.


Aparentemente, o P30 tem mais efeito quando administrado em pequenas quantidades diretamente no peito. Fonte: Resident Evil 5

Porém, sabe-se que o Progenitor causa agressão, enquanto o P30 acaba com o livre arbitrio da pessoa. Não somos neuroquímicos, mas é possível que agressão, razão, e a capacidade de tomar decisões dependam de sinais químicos similares. Nós imaginamos que o químico do qual vem o P30 também seja o que aumenta a agressão nos hospedeiros do Progenitor. Se o P30 fosse modificado para aumentar a agressão, essas modificações poderiam ter consequências indesejadas, e poderia reduzir a habilidade de usar a razão ou tomar decisões em um indivíduo.

Ainda não temos uma explicação para o curto tempo de vida do P30 no corpo.

PG67A/W

Em Resident Evil 5, Albert Wesker tinha que se injetar periodicamente com um soro chamado PG67A/W. Jill Valentine explicou que o soro ajudava o Wesker Virus a se manter num delicado equilibrio. Pouco soro e Wesker poderia perder seus poderes; muito soro e o soro agiria como um veneno.


Uma etiqueta oficial da Tricell, completa com aviso de não administrar em menores de dois nos. Fonte: Resident Evil 5

As seringas contendo o soro (e suas caixas) tinham um logo da Tricell e uma etiqueta. O soro provavelmente era produzido em uma fábrica da Tricell, possivelmente no centro de pesquisas do Uroboros na África. Não podemos dizer com certeza se era produzido inicialmente lá, mas parece bem provável para nós.

Nenhuma evidência jamais foi dada que Wesker precisava de injeções regulares de alguma coisa para ajudar a manter seus poderes. Algumas pessoas nos fóruns do Project Umbrella especularam que Wesker havia desenvolvido essa necessidade apenas recentemente. Deve ser notado que os reis Ndipaya, que foram infectados com o Progenitor, nunca precisaram de nenhuma injeção, e alguns deles viviam por centenas de anos. Logo, se Wesker precisa dessa vacina, é provvelmente devido a natureza do vírus experimental em seu corpo.

O que PG67A/W significa? Pode ser que PG67 seja o nome verdadeiro do Wesker Virus, apesar de não termos provas disso. Baseados nisso, temos quase certeza de que PG siginifca Progenitor; 67 pode ser o ano em que o Wesker Virus foi criado ou o inicio do Projeto W; e W significa Wesker. O A pode significar qualquer coisa, dependendo do que o soro realmente faz. Passamos por várias teorias sobre sua função.

1. PG67A/W é o Wesker Virus. É possivel que Wesker possa estar tomando "vacinas intensificadoras" do vírus que lhe deu seus poderes. Uma overdose pode levar à uma superinfecção[33], que poderia levar a resultados imprevisíveis incluindo dano ao tecido e morte.

Essa teoria não requer muito trabalho quanto ao fato dos reis Ndipaya não precisarem de "vacinas intensificadoras". Baseado nesse cenário, o vírus se enfraquesse com o passar do tempo em qualquer humano, e tudo o que os reis Ndipaya precisavam fazer era consumir mais Sonnentreppe, cujos efeitos eles já sabiam que sobreviveriam.

Há um buraco nessa teoria: diferente de muitos vírus, os retrovírus ficam no hospedeiro por toda sua vida. Não seria necessário para Wesker se reinfectar com o Progenitor se ele for mesmo um retrovírus, e temos quase certeza de que seja.

De acordo com essa teoria, o PG67A/W é o nome do Wesker Virus, e pode até mesmo ser uma variante feita especificasmente para Albert. Por outro lado, poderia ser para Alex Wesker, chefe do Projeto W.

2. o PG67A/W reduz a taxa de mutação. Se o Progenitor é um retrovírus, então ele está sujeito a mutações. Sua integração ao genoma do hospedeiro poderia levar a consequências indesejadas ou reduzir sua estabilidde genética, causando maior mutação somática[34]. Algumas dessas mutações podem ser imprevisíveis e prejudiciais. o PG67A/W pode reforçar os mecanismos do corpor para reparar o DNA danificado, reduzindo a taxa de mutação.

Essa teoria pode explicar porque Wesker começou a precisar dessas injeções tão subitamente. Ele podia nem ter começado a notar a acumulação de mutações prejudiciais até começar a se comunicar com a TriCell.

O problema é que não temos uma explicação do por que os Ndipaya não precisarem dessas injeções. Talvez eles não se importassem com uma repentina acumulação de verrugas, quelóides, tumores benignos e inchaços incomuns, enquanto tivessem super poderes e o direito de serem reis. Ou talvez o Wesker Virus tivesse genes adicionais (talvez do T-virus), que permitiram que Wesker sobrevivesse ser empalado pelo Tyrant em 1998, e esses genes são os que precisam ser controlados.


Metal Gear Solid 4 já usou essa história. Fonte: Resident Evil 5

Infelizmente, não temos como explicar por que essas drogas seriam venenosas, a menos que interfiram com a replicação[35], transcrição[36] e tradução[37] do DNA.

Nesse cenário, o PG67 pode ainda ser o Wesker Virus, e A/W seriam apenas as iniciais de Albert Wesker.

3. o PG67A/W é um anticorpo[38] contra o Progenitor Virus. Como o vírus se replica continuamente no corpo de Wesker, e células infectadas sobrevivem indefitivamente, o risco de uma superinfecção se torna maior. Se injetando regularmente com anticorpos contra o vírus, Wesker reduz o título[39] de vírus livres na sua corrente sanguinea, reduzindo o risco de superinfecção.

Novamente, não temos um explicação do por que os Ndipaya não precisavam se injetar com anticorpos. Talvez, como na teoria anterior, o Wesker Virus tenha sido melhorado para dar às Crianças Wesker maior poder do que o hospedeiro do Progenitor normal (e novamente, talvez essas modificações o ajudaram a sobreviver ao ataque do Tyrant em 1998). Talvez essas modificações também façam o vírus se replicar em um grau mais acelerado do que o Progenitor normal.

O leitor astuto já terá divinhado que nesse cenário, o A significa "Anti-corpo."

4. Nossa teoria favorita. O PG67A/W pode ser uma substância que aumenta os poderes de Wesker, provavelmente pelo aumento da transcrição viral de proteínas. Alguns fenótipos induzidos pela infecção do Progenitor, como super força, velocidde e agilidde, podem se enfraquecer com o passar do tempo quando as células do hospedeiro desligam a expressão de proteínas externas - isso pode ser o que Jill quis dizer quando disse que o vírus era instável. Esse desligamento acontece às vezes na engenharia genética. Não seria um problema para um rei Ndipaya (com os genes da longevidade continuando); mas Wesker gosta de desviar de balas e atravesar as costelas de um inválido com socos. Logo, ele criou esse ativador[40]. Uma overdose pode causar um elevado desequilibrio hormonal que pode impedir que ele lute ou até mesmo ficar consciente.

E mais, em Resident Evil 5, Wesker se move tão rápido que ele parece se teleportar. Ele nunca havia se movido tão rápido antes, mesmo depois de ter sido infectado com o vírus (e ele teve muitas oportunidades para isso). Se o PG67A/W é um ativador, ele pode ser responsável pelo aumento dos poderes de Wesker. Sem ele, seus poderes podem cair ao nível do que foi mostrado em Code: Veronica e Umbrella Chronicles - impressionantes, mas não chegam perto dos golpes de Agente Smith de Resident Evil 5.

De acordo com esse cenário, A/W pode significar "Ativador/Wesker."


Ativadores se ligam a regiões de melhoria do DNA para promover a transcrição de genes. As grandes bolhas à direita são complexos de proteínas que "lêem" o DNA.


Última edição por alexdz em Ter Out 19, 2010 7:50 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: The Biology of Evil - A Biologia do Mal   Ter Out 19, 2010 7:42 pm

T-virus

O Progenitor pode ser o pai de todos os vírus de Resident Evil, mas em termos de vidas perdidas, pesquisas com B.O.W.s e presença geral nos jogos, o Tyrant Virus reina.

Fomos introduzidos ao T-virus no Resident Evil original, onde aprendemos que ele faz zumbis e monstros. E por mais interessante que seja, não descobrimos mais nada até muito mais tarde, quando o Wesker's Repot II e Resident Evil Zero foram lançados. Neles, nós finalmente aprendemos um pouco mais sobre as origens do T-virus.

O T-virus parece ter três categorias de efeitos: a maioria dos humanos e outros animais infectados se tornam zumbis; a maioria dos outros organismos se transforma em coisas grandes e assustadoras; e quando usado sob controle, em laboratório, o T-virus pode criar monstros. Até agora, tentamos entender os dois primeiros efeitos do vírus, e temos algumas idéias sobre o terceiro.

Resident Evil Zero explica que o T-virus foi criado como um resultado da combinação do DNA de sanguessugas e o Progenitor Virus. Onde for possível, vamos tentar explicar que traços genéticos são um resultado do Progenitor, e que traços foram introduzidos com o DNA de sanguessuga.

Vamos discutir o T-Veronica em outro artigo. O NE-T Virus será discutido quando chegarmos ao Nemesis e outras B.O.W.s (ou não, já que o NE-T Virus nunca existiu e esse artigo foi escrito antes de tal descoberta).


A necrose da pele começa antes das mudanças de comportamento. Fonte: Degeneration

Necrose

A primeira coisa que alguém vai notar numa pessoa infectada com o T-virus - antes do gemido, andar torto e fome por carne humana - é a podridão. Zumbis de T-virus parecem estar apodrecendo. Essa decomposição poderia acontecer de várias formas.

A explicação mais simples é que o vírus se replica incontrolavelmente, matando as células hospedeiras e destruindo tecidos. Essa explicação é bem sólida, e não deve ser ignorada, mas a infecção do T-virus causa decomposição em minutos e não horas, como um vírus normal precisaria no mínimo. Nós gostaríamos de ver uma explicação do por que ela acontece mais rápido. Além de que assumimos anteriormente que o Progenitor não se reproduz por lise, então em teoria, o T-virus também não.


Percebam a carne ressecada e descamada no couro cabeludo, testa e na área ao redor dos olhos. Fonte: Resident Evil Remake

Uma segunda explicação envolve o superantígeno que viemos falando desde a seção sobre o Progenitor. Na verdade, zumbificação rápida é o motivo de termos introduzido a teoria do superantígeno no primeiro lugar.

Um superantígeno é uma proteína feita para ativar o sistema imunológico de uma pessoa acima da sua capacidade. Apesar de parecer antiprodutivo para um vírus estimular o sistema imunológico do seu hospedeiro no máximo, esse fenômeno é comum, e tal estimulação ajuda o vírus a não ser detectado pelo sistema imunológico.

Quando estimuladas por um antígeno normal, células-T citotóxicas[41] (que não têm nenhum relação com o T-virus e existem de verdade) produzem citocinas[42], perforinas[43], e outras substâncias para matar células alvo, como as infectadas por vírus. Quando o sistema imunológico é sobrecarregado, pode acontecer uma tempestade de citosina[44]. Numa tempestade de citosina, são lançados tantos químicos citotóxicos que o tecido do corpo começa a morrer - uma condição chamada necrose[45]. É só uma questão de tempo antes que o tecido morto comece a apodrecer, e vai ficar bem feio antes disso.

Não há nenhum meio pláusivel para o DNA de sanguessuga ter alguma relação com isso. Nós suspeitamos que esse superantígeno deve vir do Progenitor.

Acreditamos que essa decomposição e necrose seja (em sua maioria) limitada à pele. Obviamente, precisamos da maioria do nosso cérebro (mas não de todo ele), sistema nervoso, e músculos para o zumbi se mover e perseguir sua presa. Temos algumas teorias de como esses tecidos sobrevivem enquanto tudo ao seu redor está morto, e iremos chegar a essas teorias em breve. Também sabemos que zumbis podem ficar ativos por vários meses (o T-virus se espalhou pela mansão em Arklay em 11 de maio de 1998, e zumbis ainda estavam vagando pelos seus corredores em 24 de julho). Finalizando, sabemos que zumbis se tornam Crimson Heads, que se tornam Lickers; e Crimson Heads e Lickers parecem ser bem ativos metabolicamente, apesar da ruptura das capilares[46] e perda de pele.


Nesses zumbis nota-se a auxência do abdômem inxado que é presente na maioria dos cadáveres devido a decomposição dos órgãos internos. Há também a falta de evidência de composição abaixo da pele. Fonte: Resident Evil 2

Logo, nós acreditamos que muitos dos órgãos vitais (como o coração, pulmões, pâncreas, e várias glândulas) e os vasos sanguíneos principais no centro do corpo continuam ativos, mesmo se fossem danificados pelo choque séptico[47] e funcionem numa taxa menor. Eles provavelmente são reativados completamente durante a transformação para Crimson Head (por razões que explicaremos depois). Sabendo disso, suspeitamos que o T-virus (e provavelmente o Progenitor) prefiram atacar a pele e tecidos do tegumento[48] externo para replicação, provavelmente por causa do maior númeoro de moléculas de caderina na superfície das células nesses tecidos. Qualquer superantígeno produzido provavelmente continua em alta concentração nesses tecidos. Alguns vírus, claro, podem seguir até os tecidos internos para causar as transformações que discutiremos mais tarde.

Os mortos vivos

Já explicamos por que o T-virus causa apodrecimento, e dissemos que o Progenitor usa os mesmos mecanismos para matar. Por que, então, as vítimas do T-virus não ficam mortas?

É aí que o DNA de sanguessuga entra. Metabolismo em animais pode ser separado em três estágios; glicólise[49], ciclo de Krebs[50], e cadeia de transporte de elétrons[51]. A cadeia de transporte de elétrons, e a síntese de ATP[52] (Trifosfato de adenosina) que são produzidas por ela, produzem a energia mais usada desses três estágios. A cadeia de transporte de elétrons é também o único estágio no processo que requer oxigênio. Glicólise e ciclo de Krebs são ambos processos anaeróbicos[53]; células humanas não podem sobreviver apenas por esses processos, mas eles provêem energia. Glicólise causa aumento na acidez que normalmente é combatido pela cadeia de transporte de elétrons.

Os animais têm outro tipo de metabolismo anaeróbico - fermentação[54]. A fermentação permite que os músculos continuem a funcionar mesmmo quando as reservas de oxigênio acabam, produzindo ácido láctico como uma consequência.

Esses dois processos estão presentes em todos os animais, incluindo humanos e sanguessugas. Propomos que James Marcus tirou do genoma de sanguessuga os genes que codificam as enzimas nesses processos, assim como genes para hormônios que regulam esses processos, e os adicionou ao T-virus. Marcus teria que colocar esses genes entre os primeiros genes ativados pelo vírus, permitindo a sua expressão quase que imediatamente, mesmo antes do vírus se integrar com o genoma do hospedeiro. Quando expressados no hospedeiro, essas enzimas e hormônios permitiriam que a célula continuasse a produzir energia mesmo quando a circulação pára e as células ficam sem oxigênio. O resultado seria algo discutido no Wesker's Report II - um vírus que mantém o hospedeiro vivo o bastante para o vírus se espalhar para outros.


Um diagrama simplificado dos meios metabólicos. Não quisemos nos apronfundar em tantos detalhes.

Essas células podem continuar a obter nutrientes através do lisamento[55] de células mortas e tecidos ao seu redor. Se o T-virus também contém genes para a criação de várias enzimas aminoácidas deaminase[56], então as células infectadas produziriam amônia enquanto quebram as proteínas das células mortas para conseguir energia. A amônia ajudaria a reduzir a acidez produzida pelo aumento de glocolise.

Se cada célula continua a obter nutrientes dos seus arredores, e continua a funcionar mesmo na falta de oxigênio, então a importância do coração, pulmões, e sistema circulatório é estritamente reduzida. O zumbi pode não apenas continuar vivo com esses órgãos à níveis reduzidos, mas também se manter mesmo com eles severamente danificados. Um humano seriamente ferido por zumbis pode voltar como um, e um zumbi pode continuar a perseguir sua presa mesmo depois de levar uma dúzia de tiros no peito, como vemos na série.

Dano cerebral

O comportamento dos zumbis ainda precisa ser explicado. Zumbis podem ser persistentes, mas são muito estúpidos, e seu jeito de andar indica perda de coordenação motora. Esses dois casos sugerem dano cerebral. É fácil ver o T-virus causando esse dano, ou seja por lise ou produzindo o superantígeno, se isso chegar ao cérebro - mas o cérebro tem um mecânismo de defesa.

A barreira de sangue cerebral é uma camada de células endoteliais[57] cercando as capilares e os vasos sanguineos no cérebro, que permitem que apenas nutrientes e oxigênio entrem no fluído cerebrospinal[58] e apenas deixa sair subprodutos e CO2. Há vírus que podem infectar o cérebro; o vírus da raiva atravessa a barreira de sangue passando pelos nervos periféricos. O problema é que esse modo de infecção é lento, levando meses para se manisfestar. Não funcionaria num vírus que causa mudança comportamental em minutos.

Felizmente, já propusemos que os vírus da família do Progenitor (incluindo o T-virus) reconhecem as proteínas caderinas, que os permitem entrar nas células endoteliais. Apartir daí, eles entram no fluído cerebrospinal por exocitose, ou podem fazer lise nas células do endotélio, o permeabilizando e permitindo que o T-virus entre em grandes quantidades.


O dano cerebral teria que ser limitado ao cerebelo. Dano nas outras partes mataria o infectado.

Um dano cereral simples é o bastante para explicar o andar e perda de funções cognitivas, mas canibalismo é mais complicado. Iniciamente aproximamos canibalismo de três maneiras. Primeiro, já propomos que o Progenitor Virus aumenta a agressão pela inibição da Monoamine oxidase A. Isso explicaria parcialmente a necessidade de atacar pessoas, mas não as comer. Propusemos que o Progenitor aumenta a produção de hormônios de crescimento; isso pode estimular os hormônios de crescimento em parte aumentando a produção do hormônio grelina[59], que é conhecido por aumentar a sensação de fome.

Segundo, consideramos o papel do DNA de sanguessuga no T-virus. Descobrimos que sanguessugas tem uma capacidade de regenerar células nervosas, e pensamos que James Marcus pudesse ter posto os genes responsáveis por essa regeneraçõno T-virus- o Leech Growth Records em Resident Evil Zero indica que as sanguessugas de Marcus se tornaram mais inteligentes depois de serem infectadas com o T-virus, e a maior expressão desse gene pode ter sido a causa. Se esses genes têm um papel no comportamento dos zumbis, então novos genes podem crescer para substituir o tecido cerebral danificado em um zumbi. Porém, esse crescimento não necessariamente combinaria com os padrões neurais que existiam antes, e poderiam resultar em comportamento incomum, incluindo canibalismo. Se há um padrão para esse crescimento, podemos ver uma tendência ao canibalismo em todos infectados com o T-virus. Porém, essa teoria depende dos genes de crescimento de células nervosas estarem nos primeiros estágios de expressão do T-virus, e esse crescimento poderia levar muito tempo - muito mais do que os minutos necessários para o T-virus transformar uma pessoa em zumbi.

A primeira opção pode ter um papel, mas acreditamos que essa terceira seja a mais certa. É possível que o T-virus tenha preferência por atacar certas partes do cérebro, por razões que não sabemos. O que sobrou pode ser o bastante para manter algumas funções básicas, como alguns comportamentos instintivos. Entre eles podem estar a necessidade de se alimentar (obviamente), a habilidade de reconhecer outros indivíduos, e um instinto de competição contra esses indivíduos. Basicamente, zumbis veem competição, e precisam comer. No cérebro conturbado de um zumbi, isso tudo se soma como uma necessidade de comer a competição.

Estranhamente, parece que zumbis não reconhecem outros zumbis como competição. Suspeitamos que a decomposição da pele de um zumbi pode impedir que ela exale algumas pistas olfativas, como feromônios[60] e proteínas MHC[61], que outro zumbi pode detectar e interpretar como um humano.

Infecção em outros animais

Muitos Resident Evil's nos mostraram cães e corvos infectados com o T-virus. Outbreak File 2# nos mostrou hienas, pássaros tropicais, leões e um elefante infectados. De acordo com Resident Evil Archives, os Eliminators também são criados com o T-virus, e não o Progenitor Virus, como o B.O.W. Report de Resident Evil Zero diz (pode ser que os Eliminators tenham sido baseados em experimentos anteriores com o Progenitor descritos no B.O.W. Report). Todos esses animais exibem necrose, como humanos, e todos provavelmente exibem a restruturação metabolica inicial que permite que infectados humanos continuem vivos. O que separa esses animais dos zumbis humanos é que eles não perdem a velocidade e coordenação motora.


A maioria dos animais responde ao T-virus da mesma forma - com decomposição. Fonte: Oubreak: File #2

Descrevemos anteriormente que o superantígeno no Progenitor Virus pode ter vindo de uma recombinação envolvendo um retrovírus endógeno humano. Pode ser que, antes desse retrovírus se tornar endógeno ao genoma humano, ele era capaz de infectar apenas humanos. Se esse é o caso, seu superantígeno ter desenvolvido uma especificidade para imunoreceptores humanos, e pode acabar não provocando uma resposta imunológica tão severa em outros organismos.

O Wesker's Report II menciona que Wesker e Birkin tentaram modificar o T-virus para aumentar sua letalidade. Se o superantígeno é a chave para o fator de virulência, ele pode ter sido modificado no T-virus para uma maior afinidade. Apesar desse trabalho não ter aumentado a taxa de mortalidade em humanos, essa maior afinidade permite que o T-virus cause necrose em animais, apesar do Progenitor não ter efeitos letais em animais até onde sabemos. Porém, o superantígeo pode ter reduzido o efeito geral em não-humanos. Esse efeito reduzido pode preservar o bastante do tecido cerebral do animal para que ele pudesse ainda ter funções motoras.

Outra hipótese é que o T-virus tenha preferência para se replicar nos tecidos do lobo frontal[62], a razão sendo novamente a afinidade pela caderina. Isso explicaria por que o T-virus destrói a capacidade humana de raciocinar, mas apenas reduz, e não destrói, as funções motoras, sensação, e funções fisiológicas. Humanos têm um grande lobo frontal, dando ao T-virus mais espaço para se replicar, com o resultado de, no final das contas, o crânio humano contém uma concentração maior de fluído cerebrospinal do que um crânio de animal. Essa maior concentração de vírus desligaria o cérebro, incluíndo o córtex motor, no perigo de uma infecção lítica ao invés de uma infecção normal. Animais mantém suas funções motoras, por isso que os Cerberus são uma das as maiores irritações na série.

Consideramos os insetos gigantes como um resultado de mutação ao invés de simples infecção, e chegaremos nisso mais tarde.

V-ACT

Como dissemos, acreditamos que o T-virus transforme pessoas em zumbis através de dois mecanismos: dano causado por replicação e produção de superantígeno; e transcrição precoce de proteínas de sanguessuga. Não dissemos nada sobre integração viral, que é um dos fatores chave de qualquer retrovírus e a causa de alguns dos efeitos mais drásticos do T-virus. Os efeitos da integração viral são muito importantes quando um zumbi sofre uma transformação adicional.

A primeira fase dessa transformação é o V-ACT, ou Crimson Head. Depois que um zumbi é incapacitado, aparentemente ele pode se regenerar, se tornar mais forte e rápido, e ganha garras afiadas e pele vermelha.

Essa regeneração pode ser o resultado de um combinação de dois fatores. Primeiro, o T-virus contém a maioria ou todos os códigos genéticos presentes no Progenitor Virus, incluíndo os genes responsáveis pelo aumento no metabolismo, cura, velocidade e força. Segundo, o T-virus também contém genes de sanguessugas, possivelmente incluíndo os que dão às sanguessugas e outros anelídeos uma capacidade superiror de regeneração (todo mundo já deve ter ouvido falar que uma minhoca pode sobreviver ser cortada ao meio). Esses fatores não apenas permitiriam o zumbi se recuperar, mas pode também explicar como ele se recupera com a força de um humano não infectado. Também sabemos que que sanguessugas têm a capacidade de regenerar neurônios danificados; genes relaciondos com esse processo pode também estar presentes no T-virus. Esses genes podem reparar o tecido cerebral danificado, dando ao zumbi parte da coordenação motora destruída durante a infecção e permitindo que ele corra.

Se o T-virus foi modificado para ter promotores[63] mais fortes, talvez do citomegalovírus ou vírus da leucemia murina, então a expressão desses genes regenerativos e fatores de crescimento seria maior do que a presente no Progenitor Virus. Essa maior expressão poderia levar ao reestabelicamento de placas epifisárias[64] em alguns dos ossos mais longos. Dada a falta de placas epifisárias nos ossos de adultos, se essas placas de reformarem, elas provavelmente fariam isso na superfície do osso o invés do meio dos ossos, e se formariam em áreas não ocupadas por ligamentos[65], tendões[66], cartilagem[67] ou fluído sinovial[68]. As localizaçãos mais provaveis são as pontas das falanges[69]. Crescimento ósseo nessas áreas levaria ao desenvolvimento do que podem parecer garras saindo da pele dos dedos.


Percebam o alongamento dos ossos nos dedos e o sangue escoando pela pele. Fonte: Resident Evil remake

Rápido reestabelicimento do metabolismo, e reparo do coração, restaurariam a pressão sanguinea, potencialmente levando à um fluxo sanguíneo escessivo pelas arteríolas[70] danificadas e capilares da pele. Se os pulmões forem reativados, esse sangue será oxigenado e vermelho, dando aos Crimson Heads sua coloração distinta.

Finalizando, gostaríamos de apontar que o processo de V-ACT ocorre primariamente depois que um zumbi foi incapacidade por ferimentos. Isso é semelhante ao Wesker Virus (e possivelmente ao Progenitor Virus) que é administrado antes de um ferimento letal. Novamente, hormônios de estresse e compostos sinalizadores lançados em resposta ao ferimento podem iniciar a transcrição e expressão das proteínas do Progenitor e T-virus.

Pensamos que V-ACT signifique Viral ACTivtion (Ativação Viral). É simples, elegante, e provavelmente certo.

Lickers

Se o T-virus é melhorado com promotores mais fortes relacionados ao Progenitor Virus, então a regeneração e crescimento de tecidos pode não parar quando o infectado chega a algo semelhante a um humano comum. Poderíamos esperar que o indivíduo continue a se desenvolver em algo como o Licker.

Os músculos continuam a crescer a ponto de rasgar a pele e roupas apodrecidas do infectado. As "garras" em seus dedos continuam a crescer. Os osteoblastos[71] do novo tecido epifisário nas falanges migram para a superfície do metacarpo[72] e metatarso[73], e as mãos e os pés se transformam em enormes garras que vemos nos Licker. Novos osteoblastos podem se agregar na superfície de outros ossos, como nas escápulas[74], não formando placas epifisárias, mas sim "lâminas epifisárias[75]." Crescimento ósseo nessas áreas pode resultar na aparição das omoplatas. Lâminas epifisárias podem também desenvolver a pélvis, mudando a sua forma e dando às pernas do indivíduo uma postura reptiliana.


Os Lickers têm uma postura de reptiliana. Notem também a musculatura aumentada e o crescimento ósseo, particularmente visível nos dedos, espinha e omoplatas. Fonte: Resident Evil 2

Todos os minerais necessários para esse crescimento ósseo têm que vir de algum lugar, e provavelmente eles vêm (em parte) do topo do crânio. Enquanto os osteoclastos[76] devoram o topo do crânio, novo tecido cerebral começa a se formar, ocasionada pelos genes de sanguessuga que regulam a regeneração nervosa. Esse desenvolvimento nervoso pode causar aumento nos receptores olfativos no nariz e talvez até dos seios paranasais[77], e novas células do folículo podem começar a crescer na cóclea, dando ao Licker sentidos olfativo e auditivos ampliados. Ao mesmo tempo, seus olhos podem se romper devido ao excesso de pressão, como um resultado da hipersecreção[78] de fluídos nos humores aquoso e vitroso, causada pelo grande desequilibrio hormonal no corpo de Licker. (Uma resposta fisiológica similar foi descrita no sessão sobre o Progenitor, apesar de haver menos trauma ocular.) Novo tecido, incluíndo ósseo, pode preencher as órbitas.

Os Lickers podem ganhar suas línguas pela ação do crescimento muscular agindo no músculo intrínseco[79] da língua. Já que esses músculos intrínsecos são apenas presos por um osso em uma ponta, eles podem ter mais espaço para crescer do que outros músculos esqueléticos.

Muito tempo depois, algo semelhante a pele (ou pelo menos tecido protetor "fascia[80]") pode começar a crescer fora do corpo do Licker. Esse rescrescimento da pele pode ser um resultado dos genes do Progenitor relacionados à cura e regeneração ao invés de apenas crescimento muscular e ósseo. Essa pele pode explicar a coloração diferente dos Lickers evoluídos no Underground Laboratory em Resident Evil 2.

Regis Licker

Comparados com seus parenetes em Resident Evil 2, os Licker em Outbreak parecem ser menos desenvolvidos. Suas mãos parecem ainda ter articulações humanas com dedos parecidos com varetas. Pode ser que eles se transformaram mais recentemente e, sendo mais jovens, demonstram menos desenvolvimento muscular. Os Lickers em Resident Evil 2, por outro lado, já completaram seu processo de maturação, por isso eles têm corpos mais musculosos e garras de osso gigantes. Se não tivessem sido mortos pelos protagonistas de Outbreak, a população de Lickers no Apple Inn teria maturado em Lickers mais fortes, com garra e tudo, com o passar dos dias. Porém, um Licker em particular se destaca entre eles.

A Regis Licker parece ter se desenvolvido diferentemente dos Lickers normais. Encontrada em Outbreak, a Regis Licker parece ter uma língua maior que os Lickers normais, mas por outro lado parece ser menos desenvolvida. É menos musculosa que os outros Lickers, e boa parte de sua pele está intacta, apesar do tom avermelhado. A Regis Licker ainda tem seus olhos, mãos, e o topo do crânio, e até mesmo cabelo e roupas rasgadas. Parece também que ela tem comando sob os outros Lickers. É difícil saber se seus olhos funcionam ou não, mas a Regis Licker parece ter sentido auditivo melhorado, como mostrado pela sua reação a tiros. Diferente dos outros Lickers, a Regis parece ter vários quelóides[81] e/ou grandes osteomas[82] crescendo no seu braço direito.


A Regis Licker ainda possui a maioria dos seus traços humanos, incluíndo suas roupas. E ainda assim parece comandar os outros Lickers. Fonte: Oubreak.

O consenso geral, pelo que pudemos ver, é que a Regis Licker seja um estágio entre Crimson Head e Licker, que se estabeleceu no Apple In até o fim de sua transformação. Não sabemos se essa explicação vem de fontes oficiais, mas não estamos convencidos. Apesar de vários jogos terem Lickers, a Regis Licker é a única de sua espécie. Na verdade, sua língua mais desenvolvida e aparente controle sob outros Lickers, apesar de seu subdesenvolvimento são muito suspeitos. Vale a pena também mencionar que a palavra "Regis" tem conotações de realeza como um termo em latim.

Talvez a Regis Licker e a eussociedade[83] desse Licker em particular tenham relação com as sanguessugas de Resident Evil Zero. Não existe nenhuma espécie de sanguessuga que exiba o comportamento de colméia igual às sanguessugas de Marcus, sugerindo que esse comportamento tenha surgido após a infecção para aumentar as chances de sobrevivência. Dessa forma, essa mentalidade coletiva poderia surgir em organismos mais evoluídos. Porém, assim como as Leeches, um maior crescimento cerebral viria antes de qualquer expressão desses padrões sociais, um pré-requisito claramente encontrado pelos Lickers. Mas então qual o por que dá precocidade da Regis?

Como dissemos antes, sabemos pelo Resident Evil 5 que os Lickers eram inférteis até serem modificados com o Progenitor. Tal infertilidade naturalmente viria das difíceis condições pelas quais o corpo passa durante a transformação de zumbi para Crimson Head e Licker. E é aí que as características físicas da Regis Licker entram. Se baseando em especulações (e ignorando suas entranhas penduradas), a aberração do V-ACT na Regis a levou a regenerar sus funções reprodutivas; sendo assim, o Progenitor e seus derivados podem ter o papel de regular o gene *Dynactin p62*. O Dynactin p62 está presente em organismos eucarióticos; ele tem uma função de divisão celular (fazendo-o um gene útil para o Progenitor regular). Porém, ele também tem um papel no desenvolvimento de abelhas rainha. Sobre-regulação desse gene pelo Progenitor e T-virus pode contar para um aumento de fertilidade em fêmeas de espécies tão distintas como macacos, sanguessugas, e humanos durante o V-ACT. Ainda fica a questão de que a mutação de Regis, como um fator genético, seria bastante rara; o Licker Beta em Resident evil 5 provavelmente não teria se tornado fértil sem os benefícios da inoculação do Progenitor.

A Regis, como única fonte de fertilidade, ocuparia um papel equivalente ao da abelha ou formiga rainha em que ela ficaria por bastante tempo inativa e é defendida caso contrário não teria controle sob a colônia. Talvez a Regis secrete um hormônio que pare o crescimento dos Lickers as proximidades e os reduza a apenas protegê-la. Enquanto isso é consistente com a regulação reprodutiva imposta por formigas e abelhas rainhas, ainda temos que determinar um mecanismo viável pelo qual isso aconteceria.

Mutação em insetos

As seções a seguir sobre o T-virus irão apenas cobrir animais que desenvolveram mutações devido apenas a exposição ao vírus. Não cubriremos B.O.W.s como Hunters ou Tyrants, já que sua criação deve ser muito mais complicada. Felizmente para nós, isso nos deixa basicamente com insetos e répteis que cresceram demais.

Nós vemos uma grande variedade de artrópodes gigantes em Resident Evil. A maioria delas são, felizmente, apenas versões gigantes das criaturas normais, como o Stinger, o Centurion, e os Plague Crawlers de Resident Evil Zero, as aranhas gigantes (incluindo a Black Tiger e a Black Widow) dos outros jogos, as mariposas de Resident Evil 2 e Code: Veronica, e as vespas que aparecem de tempos em tempos. Nós explicamos antes na seção sobre o Progenitor Virus que o vírus pode estimular a secreção do hormônio Protoracicotropico, o qual estimula a troca de exoesqueleto e assim permite um maior crescimento. O fator de crescimento numa infecção do Progenitor provavelmente auxiliaria em seu crescimento.


Ao perceber que uma centopéia desse tamanho não deveria existir, Rebecca decide investigar de perto. Fonte: Resident Evil Zero.

Às vezes a Capcom mostra um pouco de simpatia conosco e dá insetos que são grandes, mas não muito - como as vespas no Resident Evil original e seu remake, e as baratas em Resident Evil 2. Porém, alguns artrópodes, como o Stinger, o Centurion, a Black Tiger, e a Black widow, chegam a tamanhos ridículos. A maioria das pessoas sabe que insetos simplesmente não podem ficar desse tamanho, por várias razões - suas pernas não suportariam o peso de seus corpos, e mais importante, seus sistema circulatório aberto[84] e espiráculos[85] não conseguiriam oxigenar os tecidos de um corpo tão grande. O primeiro motivo é fácil de rebater; nós especulamos acima que o Progenitor Virus substitui a cadeia de proteínas de miosina com uma variante mais forte. Os hormônios de crescimento gerados pela infecção de Progenitor (e sua maior produção causada pelos promotores do T-virus) resultam em mais músculos e camadas de quitina[86] mais grossas relativas ao diâmetro das pernas e corpo. Esses fatores dão os insetos pernas e carapaças mais fortes, permitindo que carreguem seu próprio peso.

O segundo motivo é descartado pelos genes de sanguessuga no T-virus. Já descrevemos como esses genes permitem que o corpo humano funcione apesar da disponibilidade reduzida de sangue. Talvez o tecido dos insetos também se beneficie desses genes, permitindo que o inseto cresça além da capacidade de sua anatomia para manter seus tecidos oxigenados.

Esses fatores também podem ser usados no Gulp Worm em Code: Veronica, que foi criado apartir de uma minhoca, porém, o Resident Evil Archives indica que o Gulp worm também é um produto de manipulação genética.

O Grave Digger (e sua prole, os Sliding Worms) são descritos como artrópodes mutantes em Resident Evil Archives, mas eles não se parecem com nenhum artrópode que conhecemos - nenhum artrópode adulto. Depois de um pouco de consideração, eles nos lembram lavas. Pelo que parece uma larva de inseto, talvez uma lagarta ou verme, foi infectada com o T-virus. O vírus estimulou a produção de hormônios de crescimento, e o organismo cresceu a um tamanho enorme; ao mesmo tempo, esses hormônios acabaram com o equilíbrio hormonal do seu padrão de crescimento normal, ou interromperam um gene necessário para sua metamorfose, assim nunca se tornando um adulto. O virus essencialmente causou uma mutação progenética[87], que foi herdada pela prole da criatura. Se a larva inicial (o Grave Digger), fosse um besouro, isso explicaria a afinidade da criatura em escavar.


Percebam a semelhança entre os Grave Digger e Sliding Worms com essa larva de besouro. Fonte: Resident Evil 3

Outros casos de mutações de insetos valem à pena serem mencionados. O Resident Evil Archives descreve que os Brain Suckers e Drain Deimos de Resident Evil 3 são um resultado de moscas se tornando infectadas e aumentando de tamanho. Porém, eles são totalmente deformados, especialmente os Brain Suckers. Nós temos uma teoria para essas mutações. Essas moscas poderiam estar vivendo nos ratos dos esgotos. Esses ratos foram as primeiras criaturas que chegaram à cena quando William Birkin esmagou várias amostras de T-virus no dia 20 de setembro de 1998. Nós falamos antes que o Wesker's Report II descreve a criação de variações de T-virus. Se várias dessas amostras estavam presentes na maleta roubada por HUNK e a Equipe Alfa, então os ratos e suas moscas teriam sido infectados com múltiplas quasispecies[88], ou variações competitivas. Um número de variações de T-virus modificaria o corpo de uma mosca para que ela crescesse em taxas diferentes, e se desenvolvesse de formas diferentes, criando um monstro.


Há amostras o bastante aqui para carregar muitas variações de T-virus. Fonte: Resident Evil 2

Mutação em outros animais

Também vemos um extremo crescimento em alguns répteis, como o jacaré em Resident Evil 2. Acreditamos que não seja um caso de mutação pelo T-virus - apenas uma vítima das circunstâncias. Esse jacaré deve ter comido uma das aranhas gigantes nos esgotos de Raccoon City, as quais, como dissemos, provavelmente estão cheias de hormônio Protoracicotropico. Quando esta substância e sua sua família de ecdisteróides[89] são injetados em animais, incluíndo vertebrados, eles também crescem, mas obviamente com menos troca de pele. O jacaré conseguiu uma enorme dose desse hormÔnio, cresceu a um tamanho que os jacarés de esgotos apenas sonham, e teve uma morte estilo Spielberg.

A Yawn pode também ter se tornado gigante após comer uma aranha na mansão de Arklay, como pode ter sido um resultado de produção de B.O.W. Se for esse o caso, deve ter comido várias aranhas mais jovens até chegar aos adultos.

Os Lurkers e o Giant Bat em Resident Evil Zero podem ter se alimentado de Plague Crawlers. O uso de ecolocalização pelo morcego sugere que seja de uma espécie que se alimenta de insetos.

Lidaremos com os efeitos do T-virus em plantas futuramente, já que acreditamos que a maioria das plantas infectadas tenham sido um resultado da manipulação genética junto com a infecção do T-virus. Sendo assim, discutiremos os efeitos da droga T-JCCC203 (mencionada em Outbreak File #2) quando discutirmos essas plantas. Al Lester, o Axe Man, será considerado nessa parte também.

Leeches

As Leeches parecem ter uma reação incomum ao T-virus. Já descrevemos várias vezes como o T-virus e o Progenitor levam organismos a crescerem a tamanhos incríveis. Aparentemente, a Giant Leech também pode expelir fluídos digestivos em sua presa, mas se sanguessugas normais podem secretar hirudina[90] (um anticoagulante) na ferida de um hospedeiro, não vemos isso como uma generalização muito grande.

As sanguessugas no hospital cresceram à tamanhos apenas um pouco acima do normal, mas mantêm suas características. A única diferença fica no seu comportamento - elas podem se unir em um hospedeiro e, até um certo ponto, alterar o seu comportamento. Até o presente momento temos apenas uma hipótese. Nós sabemos pelo Leech Growth Records em Resident Evil Zero que sanguessugas infectadas com o T-virus parecem se tornarem mais inteligentes e coordenam seu comportamento (devido a mecanismo que explicremos daqui a pouco). Se as sanguessugas coordenam seu comportamento usando hormônios e feromônios, e estão todas em volta de um hospedeiro, talvez entrando no seu nariz e até sua cavidade craniana, então seus sinais hormonais teriam influência sob o cérebro do hospedeiro. O hospedeiro pode então ser atraído por sangue quando as sanguessugas sentem o cheiro, e pode tentar atacar indivíduos que as sanguessugas veem como presas.


Essas sanguessugas são atraídas por sangue. Por causa disso, seu hospedeiro é atraído até o Dr. Hirsch. Fonte: Outbreak

As sanguessugas de Marcus

As sanguessugas criadas por James Marcus têm um a aparência e comportamentos mais distintos. O órgão redondo no centro de seus corpos é descrito no Resident Evil Archives como um olho. Sanguessugas, têm órgãos chamados de ocelos[91], simples órgãos sensíveis à luz que são precursores evolucionários dos olhos. Se a infecção pelo Progenitor aumenta a pressão de fluído no olho, como descrevemos antes, então o tecido ao redor de ocelos pode ter se tornado inchado, eventualmehte formando uma córnea[92] primitiva.

Infelizmente, não conhecemos nenhuma sanguessuga com um grande e único oceolo nas costas. Também não sabemos de nenhuma com uma boca grande e assustadora boca na sua região ventral[93]. Nesse ponto temos que apelar para a imaginação. Sabemos que James Marcus estava manipulando DNA de sanguessugas como parte de seu trabalho com o T-virus. Talvez ele tenha criado uma espécie de sanguessugas modificadas e as infectou com o T-virus. A explicação acima sobre o oceolo pode, nesse caso, ser desnecessária.

Seja lá como essas sanguessugas foram cridas, sabemos pelo Leech Growth Records que elas se tornaram mais inteligentes após serem infectadas com o T-virus. Dissemos antes que o T-virus contém genes relacionados à regeneração de nervos. Já que esses genes vieram de sanguessugas, a adição de cópias extras pela infecção de T-virus levou a uma sobre-expressão. Esses genes sobre-expressos estimularam a formação de conecções sinápticas[94] e a proliferação de células tronco nervosas. Seu canibalismo, descrito no Leech Growth Records, é provavelmente devido à diminuição nos níveis de Monoamine oxidase - o mesmo fator que causa essa agressão em outros organismos.

Resumindo, essas sanguessugas se tornaram mais inteligentes, e (seja devido ao Progenitor Virus ou a engenharia genética) elas têm olhos. Logo, elas podiam ver James Marcus - o único indivíduo que as alimentou e cuidou delas, e (julgando pelos seus registros) provavelmente as colocou para dormir e cantou cantigas de ninar nas incubadoras. É provavel que, com o passar do tempo, elas começaram a reagir à sua presença da mesma forma que um cão reage ao seu dono, e seus pequenos cérebros de sanguessuga produziam endorfina[95] quando ele estava por perto.

Como um resultado de sua inteligência aumentada, as sanguessugas também começaram a agir em grupo, implicando alguma forma de comunicação. Acreditamos que sua comunicação seja baseada em feromônios. Posteriormente, elas podem ter começado a se amontoar umas nas outras para conservar calor (animais de sangue frio produzem calor, mas não conseguem regular sua temperatura metabolicamente). O Resident Evil Archives diz que elas secretam uma camada mucosa adesiva sobre suas cuticulas para ajudar a manter sua forma; esse muco pode ter inicialmente as ajudado a conservar calor, e elas podem secretá-lo em resposta a um mecanismo de sensor de quorum[96] de feromônios. Devido a sua (deduzida) afeição ao Dr. Marcus, elas podem ter inconscientemente começado a imitar sua forma, sugerindo o desenvolvimento de neurônios espelho[97] no cérebro das sanguessugas. Se elas são capazes de alterar o tipo de proteína do muco que elas secretam, esse controle pode permitir que elas imitem cores.


As sanguessugas de Marcus são capazes criar diferentes texturas e cores quando paradas, mas quando se movem, elas exibem menor distinção individual. Fonte: Resident Evil Zero

Com sua forma e aparência estabelecidos como um superorganismo, o grupo de sanguessugas se move em massa, semelhante a um cadurme[98] de peixes. Isso envolve cada sanguessuga sincronizando seus movimentos de uma forma coordenada para porder seguir médicos e condenados nas proximidades.
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MensagemAssunto: Re: The Biology of Evil - A Biologia do Mal   Ter Out 19, 2010 7:42 pm

Transmissão

Gostaríamos de voltar a alguns dos aspectos médicos do T-virus. Começaremos com a transmissão. Obviamente, o T-virus pode ser transmitidos por mordidas, passando para a corrente sanguinea pela saliva do zumbi. O vírus pode ser produzido ativamente pelas glândulas salivares; ou também, a necrose da pele na boca de um zumbi faz com que pedaços de pele infectada se misturem na saliva do zumbi. Qualquer método serve. Mas Resident Evil tem a tendência de ser vago quanto a transmissão do T-virus, e outros mecanismos a serem discutidos.

James Marcus tinha o hábito de invadir lugares com seu exército de sanguessugas, que matavam tudo em seu caminho. É como o Ecliptic Express foi contaminado, e provavelmente como o time de investigação no Centro de Treinamento foi infectado. Porém, várias pessoas foram deixadas vivas na Mansão Arklay, pelo menos por tempo o bastante para escreverem notas suicidas e detalharem sua lenta transformação em um zumbi. Marcus pode ter achado um meio mais sorrateiro de espalhar o vírus.

Está ficando difícil de contar quantas vezes que alguém de alguma forma "espalhou" o T-virus por algum centro de epsquisas ou uma ilha, mas isso pode ser feito de várias maneiras. Os meios mais efetivos de se espalhar uma arma biológica viral são como um aerosol (gotas de fluído espalhadas no ar) ou como um pó - para vírus, é feito o processo de secagem de trealose e moagem para uma consistência fina. Porém, ambas as técnicas requerem equipamentos especializados e experiência - do tipo que seu biólogo comum não tem.

James Marcus provavelmente contaminou o suprimento de água na Mansão Arklay. Suas sanguessugas podem ter fácil acesso a qualquer suprimento de água por Raccoon City por esgotos, canos e túneis.

Sabemos que Raccoon City foi contaminada por pelos menos três fontes: zumbis da Mansão Arklay e Centro de Treinamento chegando à cidade; ratos se alimentando de tubos quebrados nos esgotos e espalhando pela cidade; e o lixo contaminado do incinerador P-12A vazando no meio ambiente. Esses três fatores explicam ambas as existências de indivíduos infectados antes do assassinato de William Birkin no dia 20 de setembro de 1998 (como dito em vários files em Resident Evil 2 e 3), e o surto epidêmico que ocorreu no dia de seu assassinato.


Uma possível fonte de contágio - e jacarés. Fonte: Resident Evil 3

É bem imporvável que os clientes do J's Bar em Outbreak terem sido infectados por beber água; seus medidores virais no início do jogo indicam que eles foram infectados no começo do jogo - e honestamente, quem vai para um bar beber água da pia? O rato que quase derruba Cindy Lennox parece ser uma pista, mas sua mera presença não causaria uma infecção, já que o T-virus não pode ser transmitido como um aerosol de um hospedeiro para outro (espirro), da mesma forma que a varíola. O mais provável é que o rato estivesse na cozinha ou atrás do bar antes de sua aparição. Enquanto lá, ele pode ter passado por copos e comida, com suas patas ainda contendo traços dos tubos de T-virus concentrado nos esgotos.

Vicent Goldman diz ter "espalhdo" o T-virus por Sheena Island em Survivor (ou Gun Survivor se preferir). Ele pode também ter contaminado o suprimento de água; esse seria o jeito mais simples de distribuir o vírus para todos na ilha. É possível que Vicent tenha tentado usar aerosol ou pó; porém, Sheena Island era primariamente um centro de produção de B.O.W.s e é provável que não estivessem produzindo T-virus concentrado em quantidade o bastante para dispersão em aerosol. É bem provável também que não estivessem interessados em produzir T-virus em pó.

Não temos idéia do que a Organização seja capaz, então é possível que o ataque de Wesker a Rockfort Island utilizou outro tipo de dispersão viral. Ele já havia bombardeado a ilha; uma ou mais dessas bombas poderia ter o vírus seco. Porém, há um duto de ventilação é encontrado por Chris, que especula que o vírus pode ter vindo de lá. Se aquele duto levasse a algum lugar em que grandes quantidades de líquido contaminado com T-virus estava sendo armazenado, tratado, ou usado de alguma forma, é possível que uma pequena porção de aerosol tenha passado pela sistema de ventilação. Possivelmente o sistema de ventilação teria filtros para prevenir tal infecção, mas eles podem ter sido danificados pelo bombardeamento. Porém, a quantidade de aerosol que poderia ser liberada por esse tipo de acidente seria inuficiente para contaminar a ilha inteira.

Por outro lado, se Rockfort Island tivesse um enorme complexo de produção de T-virus (como a produção de T-virus em pó), então é possível que a ilha inteira tenha se tornado contaminada por um sistema de ventilação danificado. Há casos de vida real sobre acidentes do tipo.

Se Morpheus Duvall tinha recursos para construir um silo de mísseis, ele provavelmente enxeu os mísseis com T-virus seco. É difícil de se produzir um aerosol apartir da explosão de um míssil intercontinental. Por outro lado, talvez ele tenha enchido os mísseis de líquido de T-virus concentrado na esperança de contaminar os lençóis freáticos de seus alvos. É imperfeito e ineficiente, mas daria conta.

Sergei Vladimir apresenta um problema. Ele teve que espalhar o vírus num período muito curto, riscando a contaminção da água da lista. Apesar do que os filmes sugerem, quebrar um frasco de vírus concentrado não basta para criar uma nuvem de aerosol. Já que o laboratório do Caucaso era, em parte, um depósito de armas biológicas da Umbrella, ele poderia conter estoques de vírus seco, que poderiam se espalhar facilmente pelo sistema de ventilação. Sergei também pode ter soltado as B.O.W.s, permitindo que elas infectassem os trabalhadores.

O surto viral no aeroporto de Harvardville foi planejado por Frederick Downing como um teste para o General Miguel Grandé. Assim sendo, é provável que o vírus tenha sido disperso como um aerosol ou pó. O avião da Atmos Airlines que caiu no aeroporto não poderia ter sido a fonte da infecção, já que caiu depois da aparição do primeiro zumbi; fazendo a infecção do avião mais difícil de explicar. Esse avião pode ter na verdade saído de Harvardville. Assim que os passageiros começaram a apresentar sintomas (incluíndo o empregado da Wilphrma), o avião teria voltado para uma aterrissagem de emergência, caindo quando os passageiros zumbis mataram a tripulação.

Taxa de infecção

As variadas taxas de infecção que vemos pela série também precisam ser discutidas. O tempo entre a exposição e a zumbificação total podem variar entre 10 dias (como visto no Keeper's Diary em Resident Evil e seu remake) à trinta segundos (como visto no filme em CGI Degeneration).

Essa variação pode ocorrer baseada em dois fatores: a dosagem da infecção inicial, e a proximidade o lugar da infecção aos vasos sanguíneos principais e ao sistema nervoso central. O segurança em Degenertion foi mordido na garganta, introduzindo o vírus diretamente nos vasos sanguineos do pescoço. O zumbi precisa estar mastigando seu pescoço por alguns segundos antes de matá-lo, ao invés de arrancar um pedaço numa única mordida, e essas múltiplas mordidas podem ter introduzido uma grande quantidade de saliva infectada na ferida. Por essas feridas, a artéria carótida teria carregado o T-virus diretamente ao cérebro, enquanto as veias da jugular transportavam o vírus direto ao seu coração, e a partir daí, para o resto de seu corpo. Como um resultado, ele detém a honra de mais rápida reanimação em Resident Evil.


Esse segurança foi mordido a menos de um minutos e já está se levantando. Fonte: Degeneration

Deve tambér ser mencionado que, quando o T-virus é transmitido como aerosol ou pó, os sintomas podem ocorrer mais rápido, A bactéria Yersinia pestis causa três tipos de peste; a peste pneumônica transmitida por aerosol tem incubação de 1 à 3 dias, enquanto a peste bubônica transmitida por moscas tem um período de 2 à 6 dias. (O terceiro tipo, peste septicemica, é tipicamente o resultado de um caso avançado das outras duas formas.) Isso pode acontecer porque os pulmões oferecem uma rota mais rápido pelas as veias pulmonares para o coração e assim o resto do corpo. Como descrito acima, é mais provável que o T-virus tenha sido lançado no aeroporto de Harvardville como aerosol ou pó.

Por outro lado, o guarda em Resident Evil levou 10 dias para se tornar um zumbi. Sabemos que James Marcus espalhou o vírus pela Mansão Arklay, mas o guarda provavelmente não foi infectado por uma mordida de sanguessuga, ou ele teria escrito no seu diário. Dada a natureza aquática das sanguessugas, e seu fácil acesso a suprimentos de água, suspeitamos que o T-virus foi espalhado pelo suprimento de água da mansão. Se esse foi o caso, o guarda teria sido infectado por uma pequena dose, e o vírus que ele ingeriu teria sido enfraquecido pelos seus ácidos estomacais e enzimas digestivas. O pouco de vírus que sobrou pode ter se espalhado pelo tecido epitelial do intestino, gradualmente se espalhando pelo corpo através das capilares e veias.

Antes do assassinato de William Birkin no dia 20 de setembro de 1998, o T-virus já havia começado a se espalhar através de Raccoon City devido ao lixo contaminado do centro de dispersão de B.O.W.s sobrecarregado. Esse lixo teria contaminado o suprimento de água, resultando em uma lenta infecção como descrita acima. Essa lenta infecção explicaria os sintomas de Thomas, o fã de xadrez mencionado no Watchman's Diary em Resident Evil 2.

Os mortos vivem

Já que estamos falando de formas como o T-virus se espalha, gostaríamos de corrigir um erro comum. Vírus não podem infectar tecido morto. Não, nem o T-virus. E eles certamente não podem infectar corpos embalsamados. Vírus precisam de tecido vivo para poderem se replicar - é o princípio que os separam de todas as outras formas de vida. Como um resultado, as cenas em Resident Evil 3 e Code: Veronica em que zumbis saem de suas covas vão precisar de explicação.

Os zumbis em Code: Veronica são na verdade fáceis de se explicar. O ataque em Rockfort Island parece ter ocorrido por um certo tempo - praticamente todo mundo lá já morreu ou foi infectado. Depois do ataque inicial, os sobreviventes podem ter tido um momento para recolher os corpos e enterrá-los. Sabendo que não tinham muito tempo, os sobreviventes podem ter enterrado um número de corpos em covas razas no cemitério da prisão - especialmente os prisioneiros. Esses prisioneiros poderiam já ter sido infectados durante o ataque, e apenas pareciam mortos. A chuva amoleceu a terra, e o cheiro de carne fresca - Claire Redfield - lhes deu razão para se levantarem.

Voltando os zumbis no cemitério de Resident Evil 3, não temos uma boa explicação. Deve ser mencionado que os zumbis não saem de covas apropriadas, então esses zumbis provavelmente não foram enterrados antes do surto de vírus em Raccoon City. É possível que, nos primeiros dias da epidemia - antes do assassinato de William Birkin - vários indivíduos foram dados como mortos. É até possível que certos médicos sob influência da Umbrella tinham declarado essas pessoas mortas para que fossem enterradas antes que causassem problemas. Se essas pessoas fossem sem-tetos, elas teriam sido enterradas sem muita preocupação, sem serviço funerário.

Porém não seriam covas razas. Seria necessário algo como o Grave Digger para abrir os caixões e mover a terra ao redor deles, permitindo que os zumbis escavassem o seu caminho para a superfície.


Caixões modernos fazem esse tipo de coisa mais ou menos impossível. Fonte: Resident Evil 3

Imunidade

De cordo com o Wesker's Repot II, William Birkin nunca foi capaz de elevar a letalidade do T-virus acima de 90%. Dez porcento dos indivíduos simplesmente nunca seriam infectados pelo vírus.

Achamos que seja improvável que essa imunidade seja derivada dos mesmo fatores genéticos que dão a habilidade de sobreviver a infecção do Progenitor Virus. Primeiro, achamos que a aceitação do Progenitor pelo corpo ocorre em uma taxa menor - centenas de Crianças Wesker foram administradas com o vírus experimental baseado no Progenitor, mas apenas uma sobreviveu. Segundo, se a imunidade ao T-virus funcionasse da mesma forma que a aceitação ao Progenitor, dez mil super-humanos sobreviventes do T-virus teriam surgido em Raccoon City, possivelmente se tornando superheróis e supervilões.

Não, seja qual for a causa da imunidade ao T-virus ela deve eliminar o ganho de benefícios do Progenitor Virus pelo hospedeiro. Uma possível explicação fica com o DNA de sanguessuga que faz o T-virus tão especial.

O corpo humano tem vários meios de lutar contra vírus. Um método envolve a célula infectada reconhecer a presença do vírus e simplesmente morrer antes que o vírus possa replicar e se espalhar para as outras células. Sabemos pelo Resident Evil 5 que os Ndypaya estavam se infectando com o Progenitor Virus por muito tempo; o vírus deve ter tido muito tempo para evoluir para uma forma que derrote essa defesa, como vários vírus fizeram. Também especulamos que o Progenitor incorpora genes de um retrovírus humano e até mesmo alguns genes humanos - esses genes não seriam reconhecidos como estranhos pela célula infectada. DNA de sanguessufa, porém, é completamente estranho. Sua presença pode ser o que permita que humanos com um sistema imunológico excepicionalmente forte detectem vírus invasores e façam a apoptose (morte da célula).

Tratamento

Várias vacinas[99] e tratamentos contra o T-virus foram introduzidos na série Resident Evil. Naturalmente, eles não foram bem descritos, e alguns receberam descrições obviamente erradas. Porém, temos informações o bastante para deduzir como esses tratamentos funcionariam.

Resident Evil 3 descreve três tratamentos diferentes, apesar de apenas um ser visto - e, pelo que sabemos, a Capcom tinha a intensão de que todos fossem a mesma coisa (nesse caso, a Capcom está errada). O Mercenary's Pocketbook descreve um membro da UBCS recebendo injeções de anti-corpos contra o T-virus. Esses anti-corpos iriam se unir ao próprio vírus, prevenindo a infecção ds células, ou se uniriam a moléculas que apresentassem antígeno[100] em células infectadas, permitindo que o sistema imune reconhecesse essas células e destruísse elas antes de produzirem mais vírus.

Os anti-corpos dados aos membros da UBCS provavelmente são anti-corpos monoclonais[101], que são usados de tempos em tempos para tratar indivíduos depois da exposição a toxinas ou agentes biológicos. Anti-corpos monoclonais podem ser colhidos de células-B hibridomas; elas são mais específicas quanto sua afinidade a patógenos do que anti-corpos policlonais, que são extraídos diretamente do sangue de animais que foram expostos a tal potegênico ou toxina. É improvável que os anti-corpos dados à UBCS sejam policlonais; dada a extremamente alta taxa de mortalidade do T-virus, qualquer animal infectado se tornaria virêmico[102]. Qualquer tentativa de extrair os anti-corpos policlonais provavelmente resultariam em um produto contamindo com vírus, o que seria inútil como tratamento. Pode ser possível filtrar as partículas de vírus, mas esse processo seria difícil, demorado, e caro.

Também em Resident Evil 3, o Manager's Diary descreve um "remédio líquido" sendo dado a empregados na Dead Factory. Esse remédio pode ser o mesmo que os anti-corpos dados a UBCS, ou pode ser um anti-vírus[103] experimental. Pode até mesmo ser a mesma vacina que Carlos Oliveira recuperou do hospital de Raccoon City, assumindo que o laboratório do hospital estivesse produzindo grandes quantidades da vacina e não apenas doses indivíduais. Algo além disso, não podemos descrever o que seria esse remédio líquido.

Estamos especulando aqui, mas o remédio líquido pode ser uma droga que inibe a enzima CD45. CD45 é um receptor sinalizador de antígenos encontrado em várias células imunes, incluíndo células B e células T. Reduzindo a expressão do CD45 em laboratórios tem mostrado proteger as células contra doenças variadas como antráz e Ebola, simplesmente reduzindo uma resposta imunológica destrutiva. O mesmo mecanismo poderia estar sendo usado nesse remédio líquido. Nós sugerimos anteriormente que o T-virus pode produzir um superantígeno, que causa a doença por meio de superestimulação das células T. Reduzindo a expressão de CD45 nas células do hospedeiro, a droga pode prevenir a tempestade de citosina que acreditamos ser a principal causa da morte cerebral nas vítimas do T-virus.

O agente antiviral mais importante mencionado em Resident Evil 3, e o único mostrado, é aquele sintetizado no hospital de Racoon City e dado a Jill Valentine. No Medical Instruction Manual, Douglas Rover do Serviço Médico da Umbrella descreve o agente como uma vacina; porém, diferente de vacinas normais, ele parece ter efeito contra um vírus mesmo depois da infecção.


A vacina de Douglas Rover. Fonte: Resident Evil 3

Sabemos pelo Resident Evil 5 que essa "vacina" nunca removeu o T-virus do corpo de Jill; o File N°10 sobre Jill indica que a vacina meramente o deixou em estado dormente, e o vírus se reativou quando Jill foi congelada por Albert Wesker. Tal sequência de eventos pode ser explicado com o fato do T-virus ser um retrovírus. Retrovírus, como explicamos, podem se integrar no genoma do hospedeiro. Mesmo se um novo vírus não é produzido e todos os virions[104] forem destruídos na corrente sanguínea de alguém, o vírus ainda existe, escondido no DNA da pessoa.

O corpo humano tem vários meios de enfrentar a infecção viral; um desses meios involve silenciar genes considerados estranhos. Acreditamos que a "vacina Rover" melhore esse mecanismo, permitindo que indivíduos infectados silenciem os genes do T-virus implantados em seu DNA. Como resultado, nenhum virion novo é produzido, e eventualmente todos os vírus na corrente sanguínea infectam as células e são silenciados ou são eventualmente varridos pelo sistema imunológico. O vírus, enquanto isso, continua a existir na célula da pessoa, e pode eventualmente se despertado por, por exemplo, suspensão criogênica prolongada.

Outros dois agentes anti-virais são descritos nos Outbreaks. No primeiro Outbreak, um reagente chamado Daylight é introduzido. Aparentemente ele foi desenvolvido secretamente por um pesquisador e alguns estudantes na Universide de Raccoon. É dito que requer três componentes - P-base, V-poison, e T-blood. Apartir desses três componetes, e os efeitos reais da droga, podemos ser capazes de criar um mecanismo de cura.


O reagente "Daylight". Fonte: Outbreak

O T-blood é o mais fácil de se identificar - é basicamente o sangue de um organismo infectado com o T-virus. Logo, o vírus deve ser usado de alguma forma para ser criado o regante. Se o Daylight fosse uma vacina normal, diriamos que o vírus seria usado para criar partículas inertes de vírus, que estimulariam o sistema imunológico do hospedeiro a reconhecer o T-virus como invasor. Porém, esse mecanismo apenas funciona como prevensão - assim que uma pessoa é infectada, a vacina não pode ser usada. Precisamos encontrar outra forma.

É possível que o vírus seja colhido pela incubadora por seu RNA. Esse RNA seria amplificado por PCR e usado para induzir expressão viral em um infectado por um mecanismo chamado interferência de RNA[105]. Resumindo, um RNA de dupla cadeia entra numa célula e é fatiado por uma enzima chamada Dicer[106] em pequenos fragmentos chamados RNA de curta interfência (siRNA)[107]. Esses fragmentos se ligam ao RNA mensageiro (mRNA)[108] produzido por agentes virais, os silenciando. E mRNA ligado é eventualmente destruído por um sistema chamado de complexo de silenciamento de RNA induzido.[109]

Quando o mRNA é silenciado e destruído, a célula pára de criar proteínas virais e dessa forma pára de fazer novos vírus. Interferência de RNA basicamente pararia a infecção de T-virus no meio do processo; após isso, ou o sistema imunológico do hospedeiro destrói as células infectadas ou o vírus nessas células se torna silenciado, como explicado antes.

Acreditamos que o P-sabe seja usado para ajudar a amplificação por PCR do RNA viral. Nessa caso, o P significaria "polimerase" e P-base seria uma polimerase de RNA especialmente desenhada, em temperatura estável e dependente de polimerase de RNA[110], que seria usada como o mecanismo enzimático para criar mais moléculas de RNA.

O componente final é o V-poison, que é extraído de um ninho de vespas mutantes. O V provavelmente significa "vespa", que é vespa em latim (esse frase faz mais sentido em inglês, já que vespa em inglês é "wasp"). Veneno de vespa é usado como tratamento farmacéutico. Ele contém fosfolipases[111], que podem danificar a membranas de células; se usado em pequenas quantidades, essas fosfolipases podem produzir poros semi-estáveis em células infectadas, permitindo que as moléculas de pré-siRNA entrem em grandes quantidades. Veneno de vespa também contém histamínicos[112], que podem dilatar capilares e os fazer mais permeáveis, permitindo que o Daylight penetre dentro do tecido mais rápido, antes que o pré-RNA de curta interferência degrade. Uma enzima chamada hialuronidase[113] também está presente em veneno de vespa; essa enzima danifica um material chamado ácido hialuronico, que é um componente estrutural de matriz extracelular[114]. Se o V-poison danificar essa matriz extracelular e fizer mais poros, o Daylight poderia penetrar em tecidos mais difíceis como os dos ossos e juntas.

Duas coisas devem ser apontadas sobre o reagente Daylight: primeiro, nenhuma universidade - nenhum laboratório no mundo - tem uma incubadora que parece um forninho de criança que possa isolar um vírus apartir de sangue, colher o RNA, amplificar por PCR em uma quantidade que silenciaria a transcrição em trilhões de trilhões de células instantaneamente, e então calcular e adicionar uma quantidade extremamente precisa de veneno de vespa, tudo em 30 segundos. Mas se alguém pode acreditar na metade das coisas que já dissemos, isso pode ser perdoado.

Segundo: sim, sabemos que Thanatos explodiu quando recebeu uma dose de Daylight. Não, não sabemos por que, e não, nem vamos tentar explicar.


Quer saber, Capcom? Desistimos. É tudo mágica. Fonte: Outbreak

Em Outbreak: File #2, o Reagent Refinement File descreve o reagente ATI521, que foi aparentemente desenvolvido no Quartel General da Corporação Umbrella em Raccoon City. De acordo com o file, o reagente apenas retarda o crescimento do vírus, e não elimina o vírus já presente no corpo do hospedeiro. Para nós, essa descrição parece familiar com o que falamos sobre a vacina Rover cima. De acordo com o Umbrella Chronicles, o supercomputador U.M.F.-013 está conectado com todos ou pelo menos a maioria dos laboratórios da Umbrella por todo o mundo e contém todos ou quase todos os relatórios de pesquisas da Umbrella. Pode ser que pesquisadores do Quartel General de Raccoon City tivessem acesso à vacina Rover pelo U.M.F.-013 produzida no Serviço Médico da Umbrella, e tentaram melhorar a fórmula. Eles podem ter usado esse supercomputador para calcular as infinitas variações moleculares na vacina Rover, procurando por maior efetividade.


O reagente ATI521. Fonte: Outbreak

A última vacina foi desenvolvida em 2005 pela WilPharma no filme em CGI Degeneration. Não sabemos nada sobre ela, mas podemos propor que é uma vacina de verdade, já que não foi mostrado ninguém sendo infectado e depois curado. Os soldados da Guarda Nacional mandados para restaurar a ordem em Harvardville foram inoculados com a vacina antes de entrarem na zona em quarentena, então caso fossem expostos ao vírus, a infecção nunca tomaria conta. É assim que uma vacina normal funciona. Porém, uma pessoa que recebeu uma vacina normal não desenvolve imunidade[115] completa té 14 dias depois de ser inoculada. A vacina da Wilpharma pode ter sido melhordada com qualquer coisa de anti-corpos e adjuvantes a drogas antiretrovirais como meios de combater a infecção antes da pessoa desenvolver imunidade ativa.


Referências

Vocês não acharam que inventamos tudo isso, né?

Tá, talvez um pouco.

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E um agradecimento muito especial ao Google e a Wikipedia.


Não é nossa culpa. Fizemos o melhor que pudemos.


Última edição por alexdz em Ter Out 19, 2010 7:45 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: The Biology of Evil - A Biologia do Mal   Ter Out 19, 2010 7:43 pm

Glossário

Metabolismo[1]- A soma de todas as reações químicas em um organismo, consistindo em catabolismo ( a quebra de moléculas complexas para liberar energia) e anabolismo (o consumo de energia para criar moléculas).

DNA lixo[2]- Também descrito como DNA não codificado, a maioria do genoma humano contém sequências genéticas cujas funções não foram descobertas. DNA "lixo" inclui elementos repetitivos como também restos de genes antigos e vírus.

Tecido de granulação[3]- Um tecido conectivo fibroso composto de inúmeros tipos de células diferentes (ex.: células inflamatórias, novos vasos sanguineos) que preenchem uma ferida durante o processo de cura; eventualmente, esse tecido é substituído por pele nova. Simplificando, é a casquinha que faz quando você se machuca.

Miosina[4]- Uma classe de proteínas motores abundante nos filamentos grossos de fibras musculares. Junto com a actina, é responsável pelo contração e relaxamento dos músculos.

Tecido muscular esquelético Tipo IIb[5]- Fibras de contração rápida que dependem de metabolismo aneróbico para criar rápidas e poderosas explosões de energia. Como resultado de possuir a maior taxa de contração, esse tipo muscular entra em fatiga mais rápido.

Nódulos de Ranvier[6]- Porções em espaços fixos, sem mielina presentes nos xônios dos neurônios, capazes de gerar potencial elétrico. Isso permite que um impulso "pule" pelo xônio, aumentando sua velocidade imensamente, em sua transmissão para o próximo neurônio.

Células ciliadas[7]- Receptores sensoriais semelhantes a cabelo localizados na cóclea e responsáveis por converter vibrações sonoras em sinais elétricos para océrebro por mais de padrões de ocilação.

Humor aquoso[8]- Um líquido continuamente reabastecido, composto em boa parte por água, que ocupa o espaço entre as córneas e as lentes, mantendo a pressão intraocular.

Humor vítreo[9]- Uma substância gelatinosa que preenche o espaço entra as lentes e a retina pra o propósito de manter a pressão intraocular.

Telômeros[10]- Segmentos de DNA protetivos e repetitivos localizados nas pontas do cromossomo que são perdidos toda vez que a célula se divide.

Oncogene[11]- Um gene capaz de transformar células normais em células cancerígenas sob certas condições, como em mutações ou sobrexpressão.

Oncolítico[12]- Pertencente a destruição de células de tumores.

Radical[13]- Um átomo que carrega elétrons ímpares, induzindo-o a participar de reações químicas para preencher sua valência, e o fazendo altamente reativo. No corpo, o oxigênio representa o radical mais comum encontrado.

Curta interferência de RNA[14]- Um processo pelo qual RNA's de curta interferência (siRNA) interferem com a expressão de um gene em particular.

Monoamine oxidase A[15] (MAO-O)- Uma forma estruturalmente distinta de monoamine oxidase codificada pelo gene MAOA. A enzima em sí cataliza desaminação oxidativa de aminas primarias para formar aldeídos e peroxido de hidrogênio; substratos típicos que incluem neurotransmissores como serotonia, norepinefrina, epinefrina, e dopamina.

Ovulação[16]- A liberação de um óvulo maduro de um folículo ovariano no útero.

Hormônio Protoracicotropico[17] (PTTH)- Um hormônio de inseto que afeta a liberação de do hormônio de muda pelas glândulas protorácicas e assim estimulando o processo de muda.

Infecção viral latente[18]- Uma fase na replicação de ciclos de certos vírus em que a produção de novos virions pára; já que o genoma viral é uma prolongação do hospedeiro, porém, o vírus pode se reativar a qualquer hora, normalmente em resposta a fatores ambientais.

Stigma[19]- Uma porção pegajosa da estrutura "fêmea" da flor (carpelo) que recebe pólen para fertilizar o óvulo.

Tubos polínicos[20]- Um tubo criado por um grão de pólen que vai do estilete ao ovário, permitindo que a célula geradora alcance os óvulos.

Lise[21- A liberação de novos vírus pela explosão de uma célula hospedeira infectada.

Plasmodesmos[22]- Pequenos canais abertos nas paredes de células de plantas que permitem transporte intracelular de substâncias entre células vizinhas.

Androceu[23]- A estrutura "macho" da flor que produz o pólen.

Superantígeno[24] (SAg)- Um grupo de antígenos capazes de iniciar uma grande, não-específica resposta imune em um hospedeiro. Esse influxo prejudicial sobrecarrega o corpo e pode ter consequências fatais senão for cuidado.

Transcriptase reversa[25] (RT)- Também conhecida como polimerase de DNA dependente de RNA, essa enzima transcreve (transforma) RNA em DNA e assim preparando o genoma viral para a integração no DNA do hospedeiro. Porém, diferente da polimerase de DNA normal, transcriptase reversa sofre pela falta de uma mecanismo de revisão durante a transcrição; levando a uma cumulação de erros genomicos, por isso que vírus de RNA que usam RT tendem a sofrer mutação tão rápido.

Exocitose[26]- também conhecida como brotamento, esse processo envolve a liberação não destrutiva de virions de uma célula, efetivamente reduzindo-a à uma contínua fábrica de vírus. Muitos vírus que causam uma persistente infectção do hospedeiro (ex.: HIV, HSV-1) em sua maioria usam esse meio. Exocitose também pode envolver transporte vesicular fora da célula, preservando a membrana da célula.

Ciclo lítico[27]- O método mais conhecido de saída viral no qual os novos virions saem em massa e destroem a célula hospedeira.

Envolope viral[28]- Uma membrana lipídica que envolve o vírus, tipicamente auxilinado na fixação e penetração da célula.

Proteínas receptoras[29]- Uma estrutura molecular presente no plasma da membrana da célula pelo qual um vírus deve se fixar para se integrar no citoplasma.

Caderina[30]- Uma família de moléculas de adesão dependentes de cálcio, elas conferem a integridade estrutual a tecidos ligando as células em suas membranas.

Plásmólise[31- O processo pelo qual a membrana plasmática de uma célula de planta se solta da parede celular devida a reduzido volume citoplasmático.

Vírus dependente[32]- Um vírus incapaz de completar sua replicação sem a presença de um vírus auxiliar, que contém enzimas que o vírus dependente não possui em seu próprio genoma. Os dependovirus são um exemplo desse tipo de vírus.

Superinfecção[33]- Uma ocorrência em que um célula infectada é infectada por outro vírus. Isso pode resultar numa recombinação viral se envolver diferentes variantes de um mesmo vírus, levando à uma possível criação de uma variante mais resistente.

Somática[34]- Pertencente ao corpo, nesse caso, se refere a tudo exceto gametas e células tronco gametogênicas.

Replicação[35]- A produção de cópias idênticas de uma molécula de DNA, tão iguais que as cópias resultantes têm cada uma fita original e uma nova.

Transcrição[36]- A síntese de moléculas de RNA pela cópia de sequências de ácidos nucleicos encontradas no molde de um DNA.

Tradução[37]- A síntese de um proteína pela tradução de sequências de ácido nucleico relevantes em cadeias de aminoácidos.

Anticorpo[38]- Também chamado de imunoglobulina (Ig), é uma proteína secretada por células de plasma que se unem a antígenos especificos e os marcam para eliminação pelo sistema imunológico.

Título[39]- Um forma de medida de concentração viral que se faz determinando a quantidade de virons com capacidade de infectar em uma solução.

Ativador[40]- Uma proteína que se liga ao DNA e estimula a transcrição de um gene específico.

Células-T citotóxicas[41]- Também chamadas de células-T assassinas, esses distintos linfócitos destroem células infectadas que carregam antígenos específicos reconhecidos por seus receptores.

Citocinas[42]- Um termo genérico que se refere a proteínas sinalizadoras lançadas pelas células imunológicas gerando uma resposta a um patógeno. Logo, citocinas controlam a força e duração de uma resposta imunológica assim servindo como imunomoduladores em sua capacidade.

Perforinas[43]- Uma proteína destruidora de células que forma poros na membrana plasmática de uma célula, facilitando sua eventual lise.

Tempestade de citosina[44]- Também chamada de hipercitoquinemia, essa resposta imunológica na maioria das vezes mortal ocorre quando células imunológicas superestimuladas continuamente liberam citocinas que, por sua vez, prolongam o ataque do sistema imunológico até que o tecido comece a morrer.

Necrose[45]- A morte prematura de células e tecido, normalmente é um resultado de infecção ou ferimentos.

Capilar[46]- Os menores vasos sanguíneos do corpo que não apenas se conectam às arteríolas e vênulas mas também servem como membranas semipermeáveis para a troca de várias substâncias entre o sangue e tecido.

Choque séptico[47]- Induzido por uma severa infecção em que sistema vascular do corpo é sobrecarregado como resultado dos fatores virulentos de patógenos especificos, tais como endotoxinas ou superantígenos. A natureza sistemática dessa condição sobrecarrega o corpo a níveis letais.

Tegumento[48]- O sistema de órgãos que cobre o corpo que consiste da pele, incluíndo suas várias camadas, e seus apêndices associados.

Glicólise[49]- A divisão de glicose em piruvato por uma série de dez reações. Esse caminho metabólico ocorre em todas as células vivas, ressaltando sua importância universal nas reações bioquímicas nos seres aeróbicos e anaeróbicos.

Ciclo de Krebs[50]- Mais conhecido como Ciclo do ácido cítrico, esse caminho metabólico de oito fases completa a conversão de glicose em dióxido de carbono. Isso efetivamente transforma moléculas de carboidratos, proteínas, e gordura da comida em energia usada pela célula.

Cadeia de transporte de elétrons[51]- Um grupo de enzimas unidas que media reações bioquímicas que, quando unida com o processo de fosforilação oxidativa, é capaz de formar Trifosfato de Adenosina(ATP). ATP é mais ou menos considerado a "moeda" em trocas de energia que ocorrem no ambiente celular e é indispensável para reações metabólicas.

Síntese de ATP[52]- Uma enzima na transmembrana que age na energia criada pela cadeia de transporte de elétrons para criar apartir do Difosfato de Adenosina(ADP) e um Fosfato inorgânico o ATP.

Anaeróbico[53]- Todo organismo, ambiente, ou processo celular que existe sem a necessidade de oxigênio.

Fermentação[54]- Um processo catabólico que gera pequenas quantidades de ATP da glicose, normalmente com um produto final característico como álcool etílico ou ácido lactio.

Lisado[55]- O material formado pela lise.

Aminoácidas deaminase[56]- Enzimas que quebram aminoácidos, as unidades estruturais das proteínas.

Células endoteliais[57]- Um grupo especializado de células epiteliais que alinham o interior de todas as estruturas dentro do sistema circulatório.

Fluído cerebrospinal[58]- Um fluído transparente que envolve e protege o cérebro e a espinha.

Grelina[59]- Um hormônio secretado primariamente por células do fundo do estômago para induzir a sensação de fome.

Feromônios[60]- Uma substância secretada para fora do corpo por um indivíduo, como uma forma de comunicação bioquímica, e recebida por um segundo indivíduo da mesma espécia, propondo uma reação comportamental no receptor.

Proteínas MHC[61]- Um grupo de proteínas na superfície da célula de todos os animais vertebrados que tem um papel importante tanto na defesa e diversidade do sistema imunológico. Informações recentes indicam que as MHC as MHC podem não apenas ser diferenciadas por olfato mas como têm um papel na seleção de companheiros.

Lobo frontal[62]- Parte frontal do hemisfério cerebral, responsável por governar a capacidade de raciocínio.

Promotores[63]- Sequências especificas de nucleotídeos no DNA que se unem à polimerase de RNA e indicam onde iniciar a transcrição de um certo gene.

Placas epifisárias[64]- Localizadas dentro das metáfises (a parte mais larga na ponta de um osso longo), essas zonas de crescimento compostas de cartilagem hialina são responsáveis pelo crescimento de ossos longos e permanecem presentes até início da fase adulta.

Ligamentos[65]- Uma faixa de tecidos conectivos fibrosos que unem os ossos às juntas.

Tendões[66]- Um "cordão" de tecidos conectivos fibrosos que unem os músculos aos ossos.

Cartilagem[67]- Um tecido conectivo fibroso especializado com uma abundância de fibras colágenas incorpoaradas em sulfato de condroitina. Consistem em vários tipos, as mais importantes são: cartilagem de hialino, cartilagaem elástica, e fibrocartilagem.

Fluído sinovial[68]- Um fluído viscoso transparente secretado pela membrana sinovial e presente nas cavidades de juntas, bursas, e nas bainhas de tendões.

Falanges[69]- Os ossos dos dedos das mãos e pés.

Arteríolas[70]- Um pequeno vaso que liga o sangue entre uma artéria e capilar.

Osteoblasto[71]- Célula formadora de ossos que deposita e mineraliza osteóides, um tipo de colágeno.

Metacarpo[72]- A parte da mão entre o pulso e os dedos que contém cinco ossos longos.

Metatarso[73]- A parte dos pés entre o tornozelo e os dedos que contém cinco ossos longos.

Escápula[74]- Conhecida como omoplata, são os ossos achatados e triangulares localizados abaixo dos ombros.

Lâmina[75]- Um termo genérico para uma placa ou camada que consiste de um material composto, nesse caso a camada que cobre o osso.

Osteoclasto[76]- Uma célula óssil associada à absorção e remoção de osso.

Seios paranasais[77]- As cavidades revestidas por mucosa presentes nos ossos craniais, incluíndo os seios etmoidais, frontais, maxilares, e esfenoidais.

Hipersecreção[78]- Secreção escessiva e desordenada de um substância.

Músculo intrínseco[79]- Um músculo cuja origem e inserção são na mesma região.

Fascia[80]- Uma camada de tecido fibroso embaixo da pele que cobre músculos e vários órgãos do corpo para manter a integridade estrutual.

Quelóide[81]- Uma cicatriz elevada de forma irregular resultada da formação de quantiddes excessivas de colágeno durante o processo de cura.

Osteoma[82]- Um tumor benigno de crescimento lento composto por osso compacto.

Eussociedade[83]- Uma forma de organização social hierarquica utilizada por certos organismos em que uma divisão de trabalhos reprodutiva é feita, sobrepondo gerações, e cuidado cooperativo de todos promenientes.

Sistema circulatório aberto[84]- Um sistema circulatório em que um fluído chamado hemolinfa banha os tecidos e órgãos diretamente sem haver diferença entre o fluído circulatório e o fluído difuso (tecido).

Espiráculos[85]- Pequenos orifícios em artrópodes que permitem a entrada de ar em seu sistema respiratório.

Quitina[86]- Um polisacarídeo estrutual que serve como o constituinte primário do exoesqueleto de um artrópode.

Progenética[87]- Pertencente a uma aberração no desenvolvimento de certos organismos em que eles obtêm maturidade sexual enquanto permanentemente em suas formas juvenis, normalmente é resultado de estímulo ambiental ou químico.

Quasispecies[88]- Uma população de vírus similares que competem sob a pressão seletiva de um ambiente altamente mutagênico até que uma variante dominante apareça. Esse é o modelo mais conhecido de como vírus se daptam e evoluem.

Ecdisteróides[89]- Um classe de hormônios de muda de insetos que também podem afetar padrões de crescimento em animais vertebrados. Plantas e outros invertebrados mostraram possuir análogos funcionais aos ecdisteróides.

Hirudina[90]- Um peptídio presente na secreção salivar de sanguessuas que age como um anticoagulante para facilitar sua alimentação.

Ocelos[91]- Pequenos e simples olhos de invertebrados.

Córnea[92]- As camadas transparentes que cobrem as íris e pupilas dos olhos.

Ventral[93]- Parte de baixo de animais que voam, nadam, ou nesse caso, rastejam horizontalmente.

Sináptica[94]- Pertence à uma sinapse, o lugar de conecções funcionais entre neurônios.

Endorfina[95]- Neuropeptídeos endógenos opióides que diminuem a sensação de dor através de efeitos anagésicos; endorfinas também são liberadas durante perídos de alegria e prazer.

Sensor de quorum[96]- Uma coordenação de comportamento regulada quimicamente em um grupo de organismos da mesma espécie, tal como a liberação simultânea de moléculas que controlam a formação de biofilme em uma colônia de bactérias.

Neurônios espelho[97]- Neurônios que se ativam tanto quando um organismo faz uma ação como quando o organismo vê aquela ação por outro ser, como se ele mesmo estivesse fazendo aquela ção; essencialmente, isso fortemente implica a idéia de aprendizado por imitação.

Cadurme[98]- Um fenômeno biológico em que uma população de peixes se une e prossegue a nadar juntos na mesma direção e na mesma velocidade de forma sincronizada.

Vacina[99]- Uma suspensão de partículas de vírus morto ou desativado (ou proteínas antigênicas derivadas delas) administradas para preparar o sistema imunológico contra um doença viral.

Moléculas que apresentam antígeno[100]- Moléculas que permitem que células infectadas exibam antígenos estranhos complexados com proteínas MHC para reconhecimento de destruição pelo sistema imunológico.

Anti-corpos monoclonais[101]- Anti-corpos quimicamente homogêneos produzidos por um único grupo de células imunológicas, todas derivadas de uma célula mãe, que atacam um antígeno específico.

Virêmico[102]- Pertecente a presença de vírus nos fluídos de um organismo.

Anti-vírus[103]- Uma classe especifica de drogas que agem para inibir a infecção viral pela exploração de certas fases do ciclo de replicação.

Virions[104]- A estrutura viral completa encontrada extrecelularmente e responsável por iniciar o ciclo de replicação pela infecção de uma célula viva; na falta de um hospedeiro apropriado, o virion fica inerte.

Interferência de RNA (RNAi)[105]- Um método molecular pelo qual a célula controla atividades dos genes seletivamente "silenciando" certos RNA's mensageiros e prevenindo sua tradução em proteínas; esse mecanismo também tem um papel na proteção de células em infecções virais pelo silenciamento de genes virais.

Dicer[106]- Uma enzima endoribonuclease que age pela clivagem de certas formas de RNA (normalmente RNA de fita dupla) em partículas de RNA de curta interfência assim começando o sistema de interferência de RNA.

RNA de curta interfência (siRNA)[107]- Pequenas moléculas de RNA derivadas da enzima Dicer que interferem na expressão de genes especificos, seja pela regulação de processos celulares normais ou combate a replicação viral.

RNA mensageiro (mRNA)[108]- Uma forma de RNA, sintetizado do DNA na transcrição, que se une a um ribossomo durante a tradução e dirige a expressão da proteína que codifica.

Complexo de silenciamento de RNA induzido (RISC)[109]- Um complexo de multiproteínas que utiliza siRNA formado pelas Dicers para atacar fitas complementares de RNA. Depois que o siRNA se une à fita de RNA, o RISC dirige uma enzima de RNAse para clivar o RNA em questão. Essencialmente, RISC completa o sistema de interferência de RNA.

Polimerase de RNA (RNApol)[110] - Uma enzima que produz RNA apartir de um molde de DNA pela união de ribonucletideos durante o processo.

Fosfolipase[111]- Enzimas que quebram as ligações de éster fosfolipídios em seus ácidos de gordura que as constituem; isso é prejudicial à membrana celular já que estão comprometendo as camadas fosfolipidicas.

Histamínico[112]- Uma amina potente encontrada nas células dos corpos de quase todos os animais devido a sua importância. Elas incluem: dilatação dos capilares, contração de tecido muscular macio, aceleração de batimentos cardiacos, indução de secreções gástricas, e início da resposta imunológica.

Hialuronidase[113]- Um grupo de enzimas que catalisam a quebra do ácido hialurônico, um dos vários proponentes da matriz extracelular. Sendo assim, a hialuronidase aumenta a permeabilidade do tecido, por isso sua presença no veneno de inseto.

Matriz extracelular (ECM)[114]- A região do tecido atrás das células animais que provém sua integridade estrutural; também tem um papel no crescimento, cura, e nutrição da célula.

Imunidade[115]- Nesse caso, proteção ativa garantida pelo sistema imunológico contra infecções de doenças pela imunização deliberada por um antígeno; basicamente, imunidade ativa artificialmente adquirida.


Última edição por alexdz em Qua Out 20, 2010 12:23 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: The Biology of Evil - A Biologia do Mal   Ter Out 19, 2010 10:35 pm

Caramba, meus parabéns, foi um trabalho impecável, além de ser extremamente informativo.
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MensagemAssunto: Re: The Biology of Evil - A Biologia do Mal   Dom Jan 02, 2011 1:02 am

Oh my God, I'm speechless!!

Parabéns, moço. Smile
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